Presidente da CBF usou dinheiro da entidade para bancar viagem de acompanhante ao Catar

Presidente da CBF, Samir Xaud usou dinheiro da entidade para bancar viagem de luxo de acompanhante ao Catar; saiba detalhes

Samir Xaud -Crédito: Getty Images
Samir Xaud -Crédito: Getty Images

Documentos obtidos pelo portal LeoDias revelam que o presidente da CBF, Samir Xaud, utilizou a estrutura e os recursos da entidade para bancar uma viagem de luxo para a influenciadora digital Tamires Fernandes Barcellos, a “Tata Barcellos“, durante o Mundial de Clubes em Doha, no Catar. A nova denúncia surge meses após a revelação de que a empresária fitness Camila Cristina Andrade também foi hospedada em Nova York com custos repassados à confederação, evidenciando um padrão de gastos pessoais na atual gestão.

O roteiro do uso irregular com o dinheiro do futebol brasileiro ocorreu durante a final do Mundial entre Flamengo e PSG. Tata Barcellos decolou do Rio de Janeiro rumo ao Oriente Médio desfrutando do conforto da classe executiva da companhia aérea Emirates. Ao desembarcar no Catar, a influenciadora foi direcionada para um dos endereços mais exclusivos do planeta: o hotel de altíssimo padrão The Ritz-Carlton Doha.

A reserva foi registrada em nome completo de Tamires entre os dias 15 e 19 de dezembro. A conta da mordomia, no entanto, não saiu do bolso da influenciadora. A cobrança da hospedagem, no valor exato de R$ 17.424, foi direcionada e faturada diretamente para o caixa da CBF. Para completar a experiência VIP, Tata teve acesso livre aos camarotes e áreas exclusivas do estádio da final, circulando lado a lado com familiares e companheiras dos atletas do Flamengo, sem possuir qualquer função oficial ou cargo na delegação da entidade.

A “farra de R$ 1 milhão”: Amigos e parentes no bolo corporativo

As revelações cruzadas de Doha e Nova York indicam que o presidente da CBF adotou um modus operandi sistemático de turismo de luxo financiado. Informações de bastidores apontam que, ao longo de apenas um ano de gestão, Samir Xaud utilizou os recursos e o cartão corporativo da confederação para carimbar o passaporte de uma verdadeira comitiva de amigos íntimos, parentes e mulheres em eventos do calendário esportivo internacional.

Entre os destinos que entraram na conta da CBF está até mesmo a Copa da Ásia. O levantamento inicial dos órgãos de controle interno indica que o montante acumulado com esses mimos e agrados a pessoas alheias ao futebol já alcançou a impressionante marca de R$ 1 milhão. Diante do volume financeiro e da total ausência de justificativa técnica para os gastos, a pressão interna de federações estaduais e de patrocinadores por uma auditoria completa e pelo afastamento do dirigente começou a ganhar força nos bastidores do esporte.

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