Deu ruim? Web reage ao último capítulo de ‘Guerreiros do Sol’: ‘Esse final não’
Acabou! Web reage ao último capítulo de 'Guerreiros do Sol'; novela original foi produzida pelo Globoplay

O desfecho da novela “Guerreiros do Sol” (produção original Globoplay exibida também na TV aberta) encerra uma saga profundamente marcada pela poética e pela brutalidade do cangaço. Livremente inspirada na história de Lampião e Maria Bonita, a trama escrita por George Moura e Sergio Goldenberg entrega um último capítulo avassalador. O encerramento deu o que falar e virou assunto nas redes sociais.
O clímax do último capítulo gira em torno do confronto definitivo entre a protagonista Rosa (Isadora Cruz) e o seu maior algoz, o cruel coronel Arduíno (Irandhir Santos). Após a trágica morte de seu grande amor, Josué (Thomás Aquino), que foi vítima de uma emboscada na Bahia planejada pelas forças policiais em cumplicidade com Arduíno, Rosa transformou o seu luto em liderança pura. Ela assumiu o comando do bando de cangaceiras e partiu em busca de justiça e do resgate de sua filha, Maria, que havia sido sequestrada pelo vilão.
O acerto de contas ético e moral acontece à beira de um despenhadeiro isolado no sertão. Em uma cena de alta voltagem dramática, Rosa enfrenta o homem que destruiu sua vida. Durante o embate, Arduíno despenca do penhasco. Para a surpresa do público, ele sobrevive à queda física, mas não à psicológica. O verdadeiro castigo do coronel não é a morte, mas a perda total da razão: ele termina a novela completamente louco, destituído de seu poder e de suas riquezas, vagando como uma alma penada sem rumo pela caatinga. Rosa, por sua vez, consegue recuperar a pequena Maria, garantindo a proteção da filha no enredo da plim plim.
Amor além das convenções: Jânia e Otília
Em uma época em que o preconceito imperava com extrema violência, a força do amor feminino garantiu um dos momentos mais bonitos do desfecho. Jânia (Alinne Moraes), uma mulher que sempre se mostrou muito à frente de seu tempo, consegue finalmente consolidar sua felicidade ao lado de Otília (Alice Carvalho).
Após enfrentar os perigos da sociedade conservadora das décadas de 1920 e 1930, onde assumir tal romance era sinônimo de perseguição mortal, as duas celebram um final feliz na trama da Globo. Elas decidem viver juntas, oficializando uma união baseada no afeto, na coragem mútua e na sororidade, oferecendo um respiro de esperança em meio ao cenário hostil da história.
Outro núcleo que emocionou o público foi o de Valiana (Nathalia Dill). Após travar uma batalha dolorosa contra o câncer de mama, a personagem alcança a cura e encontra um novo sentido para a sua existência nos braços do Padre Bida (Rodrigo Lelis). O amor avassalador que surge entre os dois coloca as convicções do religioso à prova.
No último capítulo, a paixão fala mais alto: Bida decide oficialmente abdicar de seus votos religiosos e largar a batina para se casar com a amada. A união é celebrada e coroada com uma revelação emocionante na reta final: a descoberta da gravidez de Valiana. Esse arco simboliza o milagre do recomeço e a vitória da vida sobre a doença e a rigidez das tradições no folhetim de época.
Traição, morte e fuga
O encerramento também reservou espaço para a derrocada daqueles que tentaram se dar bem por caminhos tortuosos. Pente Fino (Pedro Wagner), que havia se voltado contra Arduíno na tentativa de passar o chefe para trás, planeja uma grande fuga do sertão. O plano dele era escapar levando consigo Soraia (Carla Salle), a ex-mulher do coronel, e toda a fortuna acumulada.
No entanto, o destino de Pente Fino é selado com sangue. Durante a fuga, eles são interceptados e o traidor acaba morto em um tiroteio violento com os jagunços. Soraia, que por muito tempo viveu sob a sombra da opressão, aproveita o caos para escapar sozinha. Ela consegue fugir levando a mala recheada de dinheiro, garantindo sua liberdade e a chance de construir um futuro bem longe da violência sertaneja.
O desfecho poético de Rosa
A cena que encerra a novela é carregada de simbolismo e lirismo. Livre das amarras do bando, mas carregando para sempre as cicatrizes e as memórias da guerra e do amor por Josué, Rosa aparece em um momento contemplativo.
Olhando para as jovens que se banham e lavam roupas no rio, com lágrimas nos olhos, ela começa a cantar os versos de “Mulher Rendeira”, a música tradicional do xaxado brasileiro. O choro da protagonista não é apenas de tristeza, mas de alívio e resistência. Rosa encerra sua jornada como a grande sobrevivente de um sertão seco, violento e politicamente contaminado, deixando claro que a história dos “Guerreiros do Sol” continuará viva na memória daquela terra.
O que a web achou?
O último capítulo em rede nacional da novela vinda da Globoplay dividiu as opiniões do público nas redes sociais. No Instagram oficial da emissora carioca, alguns internautas elogiaram as sequências finais do folhetim, ressaltando a qualidade total da obra, enquanto outros criticaram o que viram na telinha, encerrando os ciclos de todos os personagens da história.
“Esse final não me deixou sem lágrimas, foi bem bonito, que produção impecável de ver”, opinou uma pessoa na rede social. “Tirando os vários capítulos cortados, foi lindo acompanhar esse novela“, cutucou outro. “Que novelãoooo. BRA PRIMA! Foi lindo demais!”, destacou mais um. “O final deveria ser com Josué e rosa juntos”, detonou outro sobre a novela Guerreiros do Sol.
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