Atriz revela problema de saúde devastador e faz alerta sobre uso de hormônios

Atriz contou que desenvolveu diferentes tipos de alopecia após contrair Covid-19 e fazer uso de hormônios; problema segue impactando sua autoestima e exige acompanhamento constante

Atriz relata sofrimento com alopecia (Reprodução/Instagram)
Atriz relata sofrimento com alopecia (Reprodução/Instagram)

A atriz Joana Cabral abriu o coração ao falar sobre um problema de saúde que vem enfrentando nos últimos anos. A artista revelou que precisou interromper o uso de anabolizantes após receber o diagnóstico de alopecia, condição que provoca a queda dos cabelos e pode afetar significativamente a autoestima.

Segundo Joana, a decisão de abandonar esse tipo de substância não foi tomada por conta própria, mas sim por recomendação médica. A orientação partiu de seu tricologista, especialista responsável pelo diagnóstico, tratamento e acompanhamento de doenças relacionadas ao couro cabeludo e aos fios.

“Hoje em dia estou proibida pelo tricologista de tomar qualquer tipo de anabolizante, a não ser GH. Esse é o único permitido”, afirmou a atriz.

Ao relembrar o início do problema, Joana explicou que a queda capilar surgiu após ela ter contraído Covid-19. Naquele período, a artista utilizava o anabolizante Masteron, e acredita que a combinação entre a infecção viral e o uso da substância tenha contribuído para o desenvolvimento de duas formas distintas da doença: a alopecia androgenética e a alopecia areata.

A atriz contou que o impacto foi intenso e que, mesmo após o diagnóstico, continua enfrentando dificuldades relacionadas à perda dos fios. Além das mudanças físicas, ela destacou os efeitos emocionais causados pela condição.

“A alopecia veio depois do Covid. Eu estava fazendo uso de Masteron. Isso, somado ao Covid, me fez desenvolver androgenética e alopecia areata. Até hoje sofro com a queda dos fios. E isso afeta a autoestima”, relatou.

Joana também explicou que os períodos mais delicados costumam coincidir com momentos de grande pressão emocional. De acordo com ela, situações de estresse intenso acabam agravando o quadro e desencadeando novas fases de queda capilar.

“As maiores quedas acontecem por pico de estresse, quando ocorrem os eflúvios telógenos”, explicou.

A alopecia areata é considerada uma doença autoimune, caracterizada pela queda de cabelo em áreas específicas do couro cabeludo ou de outras regiões do corpo. Já a alopecia androgenética, popularmente conhecida como calvície hereditária, está associada principalmente a fatores genéticos e hormonais.

Especialistas alertam que diversos fatores podem contribuir para o agravamento da queda capilar, entre eles infecções virais, alterações hormonais, predisposição genética e níveis elevados de estresse. Em muitos casos, esses elementos atuam de forma conjunta, tornando o tratamento mais complexo e exigindo acompanhamento especializado.

O relato de Joana também serve como alerta sobre os riscos do uso de hormônios e anabolizantes sem orientação adequada. Essas substâncias podem provocar uma série de efeitos colaterais importantes, afetando não apenas os cabelos, mas também diferentes sistemas do organismo.

No Brasil, diversos hormônios e anabolizantes possuem controle especial e só devem ser utilizados mediante indicação médica e monitoramento profissional. O uso indiscriminado pode trazer consequências sérias à saúde, reforçando a importância de buscar acompanhamento especializado antes de iniciar qualquer tratamento hormonal.

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