Neymar lança vinho de R$ 50 mil no mercado de luxo: garrafas impressionam
Vinhos de Neymar Jr.: garrafas de até R$ 50 mil esgotam em pré-venda e viram novo símbolo de puro luxo no mercado brasileiro
O clã de Neymar Jr. decidiu entrar com força total no jogo do vinho e já estreou com placar elástico. A marca própria de rótulos, batizada de “Le Prince” em referência ao apelido “Príncipe da Vila”, esgotou uma pré-venda de 300 mil garrafas em ritmo de final de campeonato. Trata-se de uma meta ambiciosa: faturar R$ 25 milhões de início e mirar R$ 100 milhões ainda no primeiro ano. Até o fim de 2026, o plano visa colocar nada menos que 10 milhões de garrafas no mercado, transformando taça em ativo de luxo.
Por trás do império líquido, entra em campo o enólogo Dirceu Vianna Júnior, primeiro brasileiro a conquistar o cobiçado título de “Master of Wine”. O projeto desenhado entre as partes atinge da mesa do dia a dia ao cofre de colecionadores bilionários. Para isso, trabalha com quatro linhas bem separadas por preço, origem e aura de ostentação.
No topo da prateleira, uma garrafa de até R$ 50 mil, numerada e exclusiva. Essa linha foi pensada para quem trata vinho como item de coleção e não apenas como bebida.

Le Prince: o império líquido de Neymar
A estratégia da família aposta em um portfólio que cobre diferentes bolsos, sem abrir mão da narrativa de puro luxo. A Linha Signature, vendida a R$ 59,90, usa uvas do Chile e mira o consumo cotidiano. Ela adota uma proposta de rótulo acessível que leva o sobrenome mais midiático do futebol para a mesa comum. Ou seja, a porta de entrada do fã que quer sentir parte desse universo de ostentação sem estourar o orçamento.
Subindo alguns degraus, aparece a Linha Black, precificada entre R$ 149 e R$ 199,90, com vinhos elaborados na Espanha, em parceria com a vinícola Paco & Lola, e inspirada na fase de Barcelona. Esse espaço de storytelling da carreira se mistura ao imaginário europeu de taças cheias e noites badaladas, conectando o glamour catalão ao paladar de quem busca vinhos mais estruturados.
Acima da Black, entra em cena a Linha Green, posicionada entre R$ 250 e R$ 350, com rótulos finos de Châteauneuf-du-Pape, na França. Nessa faixa o requinte europeu passa a disputar espaço direto com rótulos já conhecidos no Brasil, como Angelica Zapata, DV Catena e Esporão Reserva. Vistos, hoje, como premium acessíveis nessa mesma casa de preço.
Garrafa de 50 mil: quanto vale um gol engarrafado?
No topo da pirâmide está a Linha Blue, apresentada como a joia da coroa do projeto Le Prince. Produzida em Bordeaux, região histórica da França, essa série pode chegar a R$ 50.000 por garrafa, com numeração limitada e conceito focado em colecionadores e bilionários. Cada unidade celebra um gol específico da carreira do atacante, transformando um momento de campo em objeto físico de ostentação, pensado para cofre, adega climatizada e leilões discretos.
Nesse nível de preço, o rótulo passa a circular em um ambiente bem diferente daquele dos vinhos de supermercado. A Linha Blue mira diretamente o território dos ícones mundiais da viticultura, como Romanée-Conti e Petrus em safras especiais, tradicionalmente avaliados entre R$ 40.000 e R$ 100.000.
A aposta está na combinação de valor financeiro, escassez e narrativa esportiva. Ou seja, em que o número da garrafa conversa com o gol eternizado no rótulo, criando um tipo de memorabilia engarrafada.
Ao precificar a garrafa em R$ 50 mil, a marca ultrapassa com folga a barreira dos vinhos de luxo mais consumidos no Brasil. Almaviva, Don Melchor e Pêra-Manca, conhecidos nesse patamar, costumam oscilar entre R$ 1.200 e R$ 5.000.

Vinho de Neymar se posiciona frente aos rótulos mais desejados
No mercado brasileiro, rótulos como Angelica Zapata, DV Catena e Esporão Reserva dominam o imaginário do público quando o assunto é vinho de “ocasião especial”, na faixa de R$ 180 a R$ 350. As Linhas Black e Green entram em linha de comparação, oferecendo o apelo do nome esportivo aliado a origens consagradas como Rioja, Espanha, e Châteauneuf-du-Pape, França. O diferencial está na combinação de branding esportivo com regiões já associadas a tradição e qualidade.
Em um segundo degrau, Almaviva, Don Melchor e Pêra-Manca representam o sonho de consumo de muitos apreciadores, transitando entre R$ 1.200 e R$ 5.000. Nesse grupo, Le Prince não concorre exatamente em sabor na mesma prateleira, mas enquanto esses ícones se sustentam na reputação de décadas, a marca ligada ao craque aposta na força do nome.
Já no universo ultraexclusivo, onde reinam Romanée-Conti e Petrus, a Linha Blue surge como um intruso planejado. Em valor, bate de frente com as lendas francesas, ainda que com lastro de história completamente diferente. Lá, a tradição vem de safras memoráveis e terroirs míticos; aqui, a força está na cultura pop, na era das celebridades globais.
Le Prince vai mudar o jogo dos vinhos de luxo no Brasil?
Ao mirar um faturamento de R$ 100 milhões no primeiro ano e metas de 10 milhões de garrafas até 2026, Le Prince se posiciona como um projeto de longo prazo. Se essa estrutura se mantiver, o mercado passa a conviver com um novo tipo de rótulo de luxo: peça de ostentação associada a gols, camisas e carreiras esportivas.
Enquanto a pré-venda cria frisson entre fãs e investidores do universo de bebidas, o próximo passo será observar como cada linha se comporta nas gôndolas e nas mesas.
