Gretchen surpreende ao retirar PMMA e revela tratamento que a fez desistir de cirurgia no rosto

Após retirar o PMMA dos lábios, cantora investe em protocolo com peptídeos e reacende debate sobre a estética regenerativa, que prioriza a saúde da pele e resultados naturais

Gretchen (Reprodução/Instagram)
Gretchen (Reprodução/Instagram)

A decisão de Gretchen de retirar o PMMA dos lábios e adotar um protocolo voltado para a regeneração da pele voltou a colocar em evidência uma das principais tendências da medicina estética atual. Conhecida por compartilhar sua rotina de cuidados com os seguidores, a artista revelou que removeu o material utilizado anteriormente nos lábios e passou a investir em tratamentos com peptídeos, afirmando que, neste momento, deixou de lado a ideia de realizar um lifting facial cirúrgico.

A mudança chamou atenção por refletir uma transformação que vem acontecendo entre pacientes que buscam procedimentos estéticos. Em vez de priorizar grandes preenchimentos e alterações marcantes na aparência, cresce o interesse por técnicas que preservem os traços naturais, estimulem a qualidade da pele e promovam um envelhecimento mais saudável.

De acordo com a médica especialista em estética Dra. Fernanda Nichelle, essa mudança representa uma evolução importante dentro da medicina estética moderna.

“O paciente de hoje quer um rosto que pareça saudável, descansado e compatível com a sua idade. A estética deixou de ser uma corrida por volume e passou a valorizar estrutura, qualidade da pele e estímulo biológico. É uma mudança muito positiva para a especialidade.”

Segundo a especialista, a retirada do PMMA é um procedimento que exige bastante cautela e deve ser realizada apenas quando existe uma indicação clínica clara. Diferentemente de substâncias absorvíveis, o PMMA permanece de forma definitiva no organismo, tornando sua remoção muito mais complexa.

“O PMMA é um preenchedor permanente. Diferentemente do ácido hialurônico, ele não pode simplesmente ser dissolvido. Quando há indicação de remoção, o procedimento exige uma avaliação criteriosa, porque estamos falando de um material que se integra aos tecidos. Cada caso precisa ser analisado individualmente, considerando sintomas, alterações estéticas e possíveis complicações.”

Além da retirada do produto, Gretchen revelou que passou a utilizar o peptídeo GHK-Cu em seu protocolo de cuidados. A substância tem despertado interesse na medicina regenerativa por seu potencial de estimular mecanismos naturais de reparação celular e favorecer a produção de proteínas importantes para a sustentação da pele.

A Dra. Fernanda explica que os peptídeos atuam como sinais biológicos enviados às células, incentivando processos ligados à renovação dos tecidos e à formação de colágeno, fator essencial para manter a firmeza e a qualidade da pele ao longo do envelhecimento.

“Os peptídeos funcionam como pequenos mensageiros biológicos. Eles sinalizam para as células processos importantes de reparação, renovação e produção de proteínas estruturais, como o colágeno. O GHK-Cu, por exemplo, apresenta resultados promissores em estudos relacionados à cicatrização, qualidade da pele e redução de processos inflamatórios associados ao envelhecimento.”

Apesar da popularidade crescente nas redes sociais e do entusiasmo em torno dessas substâncias, a especialista faz um alerta para que os pacientes não criem expectativas irreais. Segundo ela, nenhum tratamento isolado é capaz de reverter sozinho os efeitos do envelhecimento.

“Os peptídeos não fazem milagres nem substituem um plano terapêutico individualizado. Eles são ferramentas que podem potencializar os resultados quando existe indicação clínica, acompanhamento médico e associação com hábitos saudáveis. O maior erro é acreditar que existe uma substância capaz de reverter sozinha o envelhecimento.”

Para a médica, o maior avanço da medicina estética nos últimos anos está justamente na mudança de comportamento dos pacientes, que passaram a valorizar procedimentos mais discretos e focados na preservação da identidade facial.

“Estamos vivendo a era da estética regenerativa. O foco deixou de ser transformar rostos e passou a preservar identidade, estimular a saúde da pele e envelhecer com naturalidade. Esse é um caminho muito mais seguro, elegante e sustentável a longo prazo”, finaliza a médica.

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