‘A Nobreza do Amor’: Largada as traças, Ana Maria vira piada na cidade

Crise no amor na novela 'A Nobreza do Amor': Largada as traças, Ana Maria vira piada na cidade da trama das seis

A Nobreza do Amor - Reprodução/Globo
A Nobreza do Amor - Reprodução/Globo

Os próximos capítulos de A Nobreza do Amor, a atual novela das seis da TV Globo, prometem ser devastadores para a jovem Ana Maria (Julia Lemos). Ambientada na vibrante e conservadora década de 1920, a trama trará à tona uma reviravolta dolorosa para a herdeira de Casemiro (Cássio Gabus Mendes). A jovem, que vinha conquistando o carinho do público após vencer suas profundas inseguranças e dar a volta por cima em um marcante desfile de moda promovido pela grife Flor de Seda, sofrerá um duríssimo golpe. Ela será vítima da covardia emocional de Manoel (Daniel Rangel) e, consequentemente, se tornará o principal alvo de deboche dentro de sua própria casa.

Após encantar o gerente de banco durante sua passagem deslumbrante pela passarela, Ana Maria acreditou piamente que seus dias de rejeição haviam chegado ao fim no folhetim da plim plim. Rendido à beleza e à leveza da jovem, Manoel chegou a beijá-la apaixonadamente e, em um momento de entusiasmo, deu a sua palavra de honra: prometeu que iria oficializar o relacionamento e pedi-la em namoro formalmente perante as famílias de ambos. No entanto, o romantismo dará lugar a uma dura realidade movida pelo preconceito e pela falta de caráter do rapaz, que decidirá voltar atrás e deixar a mocinha completamente “a ver navios”.

O principal culpado pela súbita mudança de postura de Manoel é o seu próprio pai, o autoritário e machista delegado Fortunato (César Ferrario). Criado em um ambiente familiar extremamente opressor — onde sua mãe, Maria Helena (Quitéria Kelly), é constantemente silenciada e diminuída pelo marido —, o jovem gerente de banco se mostrará incapaz de enfrentar as estruturas preconceituosas do patriarca na trama de época.

O que vai acontecer com eles?

  • Fortunato nunca escondeu seu desprezo por Ana Maria. Apesar de a jovem pertencer a uma família tradicional e muito respeitada na região de Barro Preto, o delegado insiste em rotulá-la pejorativamente por sua aparência física, disparando comentários maldosos e debochados a respeito dela. As palavras cruéis do pai entrarão como um veneno na cabeça do bancário. Influenciado pelo preconceito do delegado e tomado por uma terrível vergonha social, Manoel começará a se arrepender amargamente da promessa de compromisso que fez à amada.
  • Para evitar o confronto com o pai e a desaprovação da sociedade conservadora, o rapaz optará pelo caminho mais covarde: passará a tratar a mocinha com extrema frieza e distanciamento. Quando chegar o momento tão esperado por Ana Maria para o pedido oficial, Manoel simplesmente ignorará o combinado, aplicando um verdadeiro “gelo” na jovem e fugindo de qualquer responsabilidade afetiva na novela das 18 horas.
  • A dor da rejeição da jovem se tornará ainda pior devido ao ambiente hostil que ela enfrenta na sua própria residência. Sem imaginar que Manoel está prestes a puxar o seu tapete, a jovem, em sua total ingenuidade e romantismo, confidenciará a Caetana (Cyria Coentro) a promessa feita pelo crush. A experiente cozinheira expressará uma imediata preocupação, temendo que a protegida acabe se machucando em A Nobreza do Amor.
  • Infelizmente, as previsões mais pessimistas se confirmarão. Ao perceberem a ansiedade e a expectativa de Ana Maria para o pedido de namoro que nunca se concretiza, a madrasta Graça (Fabiana Karla) e o irmão Mirinho (Nicolas Prattes) não demonstrarão um pingo de empatia. Cruéis e implacáveis, os dois passarão a zombar abertamente da situação da jovem.

Mãe e filho farão questão de transformar a esperança de Ana Maria em motivo de piada diária. Através de comentários sarcásticos e risadinhas maliciosas, Graça e Mirinho farão com que a jovem se sinta uma verdadeira chacota pública, humilhada, encalhada e completamente rejeitada por aquele que dizia amá-la na trama das 18 horas.

O futuro do casal

Sob a direção artística de Gustavo Fernandez, A Nobreza do Amor utiliza esse núcleo para debater temas profundos e atemporais, como o machismo estrutural, a pressão estética e a violência psicológica familiar no início do século XX. O sofrimento de Ana Maria servirá para destacar o contraste entre a pureza de seus sentimentos e a futilidade das convenções sociais que movem personagens como Manoel e Fortunato, além de vilania e da própria família fazendo chacote coma  mocinha no folhetim de época da plim plim.

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