Famosos / Fim para o Brasil

Quem se deu bem e quem se lascou com derrota da Seleção Brasileira na Copa do Mundo

Mudança drástica de Carlo Ancelotti descaracterizou a Seleção Brasileira no segundo tempo e facilitou a vida da Noruega

Vini Jr - (Reprodução: Instagram)
Vini Jr - (Reprodução: Instagram)

A eliminação precoce da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026 deixou marcas profundas no elenco e na comissão técnica. A derrota por 3 a 2 para a Noruega, em Nova Jersey, expôs falhas táticas e individuais, abrindo o debate sobre quem conseguiu manter o prestígio e quem saiu queimado do torneio nos Estados Unidos.

Pressionado, o técnico Carlo Ancelotti cedeu aos apelos dos torcedores e mexeu na equipe para encaixar Neymar enquanto o Brasil empatava com a Noruega. A estratégia incluiu deslocar Endrick para a ponta direita, o que descaracterizou completamente o esquema tático da Seleção Brasileira. Com o time bagunçado em campo, o rendimento despencou e a equipe acabou sofrendo dois gols do artilheiro Erling Haaland, carimbando a eliminação precoce na Copa do Mundo.

Quem se salvou: os destaques positivos em meio ao caos

Apesar do resultado trágico coletivo, algumas peças conseguiram se valorizar e mostraram futebol para liderar o próximo ciclo da Seleção Brasileira:

Rayan: Conquistou a posição de titular após a lesão de Raphinha e demonstrou muita personalidade. Mostrou-se sempre perigoso com a bola nos pés e foi peça importante na marcação alta, acumulando roubadas de bola essenciais.

Vini Jr.: Assumiu o protagonismo que o mundo esperava dele e consolidou-se como o principal jogador da Seleção Brasileira ao longo de toda a competição. Apesar da queda coletiva, deixa a Copa dos EUA com o status de grande estrela da companhia.

Douglas Santos: Inicialmente reserva no grupo, conquistou a vaga e passou muita segurança à comissão técnica durante a campanha. Apresentou solidez no setor defensivo sem deixar de ser uma arma constante no apoio ao ataque.

Alisson: Chegou à sua terceira Copa do Mundo sob desconfiança e lutando contra a tese de que não fazia defesas importantes pelo Brasil. No entanto, o goleiro salvou o país mais de uma vez na competição e não teve culpa nos gols de Haaland que causaram a eliminação.

Saldo neutro: desempenhos que oscilaram na hora decisiva

Dois nomes terminaram a competição de forma regular, mantendo o status de peças fundamentais para o futuro da Seleção Brasileira:

Bruno Guimarães: Vinha fazendo uma Copa de altíssimo nível técnico até a fatídica partida de eliminação. O pênalti perdido por ele logo no início do jogo contra a Noruega foi o prenúncio de um dia ruim. Ainda assim, deve seguir como um dos líderes do elenco e forte candidato a novo capitão do time.

Matheus Cunha: Teve papel crucial no ajuste tático promovido por Ancelotti após o empate contra Marrocos, marcando três gols ainda na fase de grupos. Embora seu nível tenha caído no mata-mata, sua versatilidade ofensiva e capacidade de ajudar na recomposição defensiva o mantêm como peça importante para o futuro.

Quem afundou: as grandes decepções da eliminação

Abaixo das expectativas, os atletas mais criticados pela torcida e pela imprensa carregam o peso tático e técnico da queda em solo estadunidense:

Neymar: Convocado mesmo estando com uma lesão, passou um mês inteiro trabalhando fisicamente para entrar apenas se fosse estritamente necessário para “mudar um jogo”. Quando a Seleção mais precisou de seu talento, ele não correspondeu em campo. Sua última imagem no torneio foi a provocação polêmica ao goleiro norueguês Nyland, feita com o time à beira da eliminação.

Endrick: Passou a Copa inteira tendo seu nome clamado por torcedores e analistas. Ao entrar contra a Noruega, perdeu uma chance clara logo de cara e, depois, pecou pelo individualismo ao chutar em vez de passar a bola. Deixou a clara sensação na web de que ainda não está pronto para fazer a diferença em jogos desse tamanho.

Danilo: Em sua última Copa do Mundo pela Seleção Brasileira, o veterano lateral acumulou erros crassos de passe e falhas defensivas graves. Ele já havia falhado no gol sofrido contra o Japão e voltou a ceder espaços cruciais no segundo gol norueguês que sacramentou a derrota.

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