Eliminação do Brasil frustra planos do mercado e faz emissoras perderem milhões

Eliminação precoce do Brasil para a Noruega frustra planos do mercado e faz emissoras perderem milhões

Neymar - Reprodução/ Globo
Neymar - Reprodução/ Globo

A derrota do Brasil para a Noruega na Copa do Mundo não frustrou apenas os jogadores e a torcida. De acordo com o site Notícias da TV, a eliminação precoce da Seleção também custou caro para a TV aberta e para o streaming.

Fontes do portal informaram que as as telinhas deixarão de faturar milhões devido a desclassificação. Duas grandes agências apontaram que a virada sobre o Japão fez com que mais empresas “apostassem” na vitória

O otimismo do mercado publicitário havia atingido o ápice logo após a vitória de virada sobre o Japão. Segundo fontes de duas das maiores agências de publicidade do país, o triunfo na fase anterior fez com que dezenas de marcas corressem contra o tempo para fechar novos aportes, apostando no avanço do Brasil no torneio.

O interesse em associar produtos à Seleção não se limitava à Globo, ao SBT e à CazéTV; outras emissoras e sites especializados também estavam na mira dos anunciantes. Com a queda diante dos noruegueses, esses veículos não chegam a registrar prejuízo financeiro direto sobre o que já havia sido vendido, mas deixam de embolsar uma fatia gigantesca e altamente rentável que estava prevista para entrar em caixa durante as quartas, semifinais e a grande final.

Prejuízo ?

Um dos exemplos mais claros do impacto imediato da eliminação está na grade da emissora de Silvio Santos. O programa “Torcida SBT”, que deixa de ser exibido com a desclassificação do Brasil, tinha um desempenho comercial excelente. A atração não servia apenas como um “esquenta” para os jogos que o público depois acompanhava na concorrência, sob a narração de Galvão Bueno, mas vinha enchendo os cofres da emissora com cotas de patrocínio muito bem avaliadas.

Na Globo, o balanço geral da Copa é visto com sentimentos mistos. Após registrar receitas bilionárias ao longo do primeiro semestre, impulsionada pelo sucesso comercial do BBB 26, a emissora carioca garantiu um faturamento altamente satisfatório com o futebol. No entanto, fontes internas revelam que a decisão da cúpula da rede de não adquirir os direitos de transmissão de todos os jogos do torneio passou a ser considerada um erro estratégico de bastidores. De qualquer forma, a liderança avalia que o Mundial cumpriu suas duas metas principais: dar um salto nos índices de audiência diária e turbinar o caixa da empresa.

 

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