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‘Jornal Nacional’ comete gafe e coloca novela que não era de Benedito Ruy Barbosa em homenagem

Jornal Nacional comete erro durante matéria sobre Benedito Ruy Barbosa

César Tralli durante chamada de matéria sobre Benedito Ruy Barbosa no Jornal Nacional
César Tralli durante chamada de matéria sobre Benedito Ruy Barbosa no Jornal Nacional (Reprodução/TV Globo)

Nesta terça-feira (7), o Jornal Nacional exibiu uma longa reportagem para homenagear Benedito Ruy Barbosa, autor de várias novelas clássicas da TV Globo que faleceu neste dia, aos 95 anos. O falecimento foi por causa de complicações de insuficiência renal crônica (IRC).

Contudo, o principal informativo da platinada cometeu uma gafe. Durante a matéria, Cambalacho, obra das 19h escrita por Silvio de Abreu em 1986, foi colocada como se tivesse sido criada por Benedito. Na sequência, Regina Casé, que protagonizou o folhetim, deu um depoimento.

“Eu acho que o último grande troféu que o Benedito recebeu foi ver a força que o Pantanal ainda tinha depois de tantos anos”, declarou a famosa. Amauri Soares, diretor-executivo dos Estúdios Globo, também deu entrevista para falar de Barbosa.

“As histórias do Benedito não envelhecem porque elas são as histórias da nossa formação como povo. Quando a gente fez o remake de Pantanal, quando a gente fez o remake de Renascer, a gente teve toda uma nova geração de brasileiros se conectando com essas histórias e assistindo junto com gerações de pais e avós que tinham se emocionado antes. É por isso que o Benedito é mágico como autor, porque as histórias dele são para sempre”, apontou o profissional.

NETO DE BENEDITO RUY BARBOSA FALA SOBRE O AVÔ

Bruno Luperi, neto de Benedito, se manifestou sobre a partida do avô. “Parece que a gente estava ensaiando se despedir. Nunca é fácil. Além de neto, sou fã incondicional e admirador. Pude trabalhar com ele e homenageá-lo em vida. Foi um gesto muito bonito da Globo produzir as novas versões de Pantanal e Renascer”, disse o autor ao site da revista Quem.

“Ele pode acompanhar e até brincava sobre o fato de não ter a pressão de refazer o trabalho, apenas assistir. O convite que faço é celebrar o legado que ele deixa. O trabalho dele é eterno. Ele está no panteão dos imortais da TV e da literatura brasileira”, destacou o novelista.

“Hoje, lido com o vazio. Ele sempre teve o hábito de nos contar histórias. Antes de escrever novelas, ele era um contador de histórias. Sempre embarcamos no universo das lendas que ele criou. Hoje é um dia para a gente se emocionar positivamente e recordar a trajetória dele, que foi muito bonita”, finalizou Luperi.

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Guilherme Rodrigues é formado em Jornalismo na Unitau e trabalhou nos sites RD1 e Observatório da TV. Realiza matérias sobre TV e famosos.