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O que é ‘queer’? Tadeu Schmidt fala sobre a sexualidade da filha: ‘Nada de errado’

Pai de Valentina, Tadeu Schmidt defende diversidade e emociona ao falar sobre orientação sexual

O que é 'queer'? Tadeu Schmidt fala sobre a sexualidade da filha: 'Nada de errado'
O que é 'queer'? Tadeu Schmidt fala sobre a sexualidade da filha: 'Nada de errado'

A relação de Tadeu Schmidt com as filhas se transformou em uma importante fonte de aprendizado sobre diversidade e respeito às diferentes orientações sexuais. Em entrevista concedida à revista Quem em 2024, repercutida pelo UOL Splash, o apresentador comentou como passou a enxergar o tema de maneira ainda mais consciente após Valentina se declarar uma pessoa queer. Durante a conversa, ele fez um apelo para que outras famílias acolham seus filhos sem julgamentos e afirmou que a orientação sexual não deve ser motivo de preocupação. “Para os pais que estão passando por esse momento de descoberta: não tem nada de errado. Não tem porque você ficar se preocupando, criticando. Não existe nada de errado na orientação sexual da pessoa. Isso diz respeito a ela.” Em seguida, reforçou sua posição ao declarar: “Errado é trair, é você ser um casal hétero e ter várias amantes. Errado é ser desonesto, ser mentiroso. Agora a orientação sexual da pessoa? Esquece isso.”

O apresentador também revelou que o diálogo dentro de casa contribui para seu processo constante de aprendizado. Segundo Tadeu Schmidt, a filha Laura frequentemente o ajuda a identificar comportamentos e comentários considerados preconceituosos ou machistas. “Se vejo um stand-up e tem uma piada falando de homem e mulher, eu mando no grupo da família ‘vocês acham que é machismo?’, e elas falam ‘é machismo’. Aprendo com elas que não é só uma brincadeira. É um processo eterno [de letramento], e eu nunca vou ser à prova de falhas.” Para ele, a sociedade está avançando na forma como enxerga a diversidade e, no futuro, o preconceito tende a perder cada vez mais espaço. “Não tenho a pretensão de ver esse futuro, mas imagino que daqui a 200 anos vão olhar para trás e pensar ‘meu Deus do céu, no século 21 as pessoas se importavam com a orientação sexual dos outros por quê? O que interessa a orientação sexual de alguém?’ Isso não me diz respeito e mais: não tem absolutamente nada que diga que é errado ou que é ruim.”

Tadeu relembra a própria criação e fala sobre mudança de mentalidade

Ao refletir sobre sua trajetória, Tadeu Schmidt reconheceu que cresceu em uma época marcada por atitudes discriminatórias e afirmou que precisou rever muitos conceitos ao longo da vida. Segundo ele, sua geração normalizava comentários e piadas ofensivas contra pessoas LGBTQIAPN+, algo que hoje considera inaceitável. “Eu cresci numa sociedade homofóbica. Sou de uma geração absolutamente homofóbica, que ia para o estádio e atacava o outro por xingamentos homofóbicos, que fazia piada homofóbica, que criticava alguém e falava assim ‘ah, fulano tem sucesso, mas é gay, né?’, como se isso fosse um problema.” Na avaliação do apresentador, o combate ao preconceito é um processo contínuo e inevitável. “Éramos mais preconceituosos no passado, estamos menos preconceituosos hoje e seremos muito menos preconceituosos no futuro até um ponto em que vai acabar o preconceito. É um caminho inexorável, não tem como voltar atrás.” As declarações repercutiram nas redes sociais e receberam elogios de internautas pela postura de acolhimento e respeito demonstrada pelo comunicador.

O que é uma pessoa queer?

O termo queer é utilizado como um conceito amplo para pessoas que não se identificam exclusivamente com os padrões tradicionais de orientação sexual ou identidade de gênero. Atualmente, muitas pessoas adotam essa definição por entenderem que ela representa uma vivência mais diversa e flexível, sem a necessidade de se enquadrar em categorias específicas, como gay, lésbica, bissexual ou heterossexual. Embora a palavra tenha sido usada de forma pejorativa no passado em países de língua inglesa, ela foi ressignificada pela comunidade LGBTQIAPN+ e hoje simboliza diversidade, inclusão e liberdade para que cada indivíduo viva sua identidade de maneira autêntica e sem preconceitos.

Tom Henrique é formado em jornalismo pela UNIP, tem passagem pelo Entretê e Observatório dos Famosos. Escreve sobre entretenimento, celebridades e TV desde 2018