Após perder o cabelo, mãe de Lucas Lucco abre o jogo e revela momento mais difícil da doença

Karina Lucco conta como enfrentou a queda de cabelo, fala sobre aceitação e revela que pretende compartilhar mais conteúdos de moda e estilo nas redes sociais

Mãe de Lucas Lucco corta o cabelo após diagnóstico - Reprodução/Instagram
Mãe de Lucas Lucco corta o cabelo após diagnóstico - Reprodução/Instagram

Karina Lucco, mãe do cantor Lucas Lucco, abriu o coração nas redes sociais ao falar sobre sua experiência com a alopecia areata e os impactos que o diagnóstico trouxe para sua vida. Aos 49 anos, ela compartilhou uma reflexão sobre autoestima, aceitação e a forma como encontrou forças para continuar se cuidando e valorizando a própria imagem mesmo diante das mudanças provocadas pela condição.

Em uma publicação feita nesta quinta-feira (16), Karina apareceu mostrando o visual escolhido para uma ocasião especial e explicou que o momento representava muito mais do que apenas a escolha de uma roupa. Para ela, continuar se arrumando e se sentindo bem foi uma maneira de reafirmar sua identidade durante o processo de adaptação à nova realidade.

“Não é apenas sobre escolher um look. É sobre escolher viver. A alopecia mudou a minha aparência, mas não levou a minha vontade de me arrumar, de me sentir bonita e de aproveitar momentos especiais”, escreveu.

A influenciadora também falou sobre como passou a enxergar a autoestima de uma maneira diferente após o diagnóstico. Segundo ela, a confiança não depende de uma aparência considerada perfeita, mas da capacidade de continuar vivendo e encontrando prazer nas pequenas coisas.

“Essa tem sido uma das maiores conquistas da minha caminhada. Ah… e pelo visto vocês gostaram de me ver mostrando o look! Então podem se preparar, porque vou começar a compartilhar um pouquinho mais desse lado também. Afinal, gostar de moda, de se arrumar e se sentir bem consigo mesma nunca deixou de fazer parte de quem eu sou”.

Além da publicação, Karina utilizou os stories do Instagram para explicar como a rotina profissional teve um papel importante durante o tratamento. Ela contou que manter compromissos e continuar ativa ajudou a evitar que o diagnóstico ocupasse todos os seus pensamentos.

“Eu fico pensando que, se eu estivesse em casa, cuidando só da casa e tal, eu cuidava e tudo, talvez eu estaria, sei lá, triste. Mas o meu trabalho fez eu, tipo, ter que ir. Eu vou e tal, e não ter vergonha, assumir. Aceitar a doença”.

A mãe de Lucas Lucco destacou que permanecer ocupada e focada em atividades que gosta foi essencial para atravessar uma fase emocionalmente delicada.

“Porque, se eu estivesse talvez só em casa, talvez eu poderia ficar pensando mais sobre isso. Ficar mais olhando as minhas fotos de quando eu tinha cabelo e tudo mais. Então, essa questão de eu ter começado a trabalhar, de eu ter que sair de casa, ou quando eu estou aqui em casa dando aula, ocupa a cabeça, porque eu sempre estou pensando, às vezes, no que eu vou fazer no outro dia, nas minhas aulas… Então, assim, a gente ocupar a cabeça com alguma coisa, sabe, que gosta de fazer, é importante. Eu preciso voltar para as minhas terapias, que eu sei que também são muito importantes. Eu preciso voltar, arrumar um tempinho…”, completou.

Apoio a outras mulheres com alopecia

Karina revelou ainda que recebe diversas mensagens de mulheres que também convivem com a alopecia e buscam entender como ela conseguiu lidar com a exposição e seguir sua vida sem esconder a condição.

Segundo ela, cada pessoa encontra uma maneira própria de enfrentar as mudanças, e o apoio familiar pode fazer uma grande diferença nesse processo.

“Às vezes eu uso um lenço e tudo bem, gente, porque às vezes uma roupa combina mais com lenço, ou não. Às vezes combina mais. Eu gosto de carequinha também. Dependendo, assim, do estilo de roupa que eu estou, eu acho até superestiloso. Mas tem mulheres que não pensam como eu. Que às vezes não saem de casa, têm vergonha, às vezes não têm a compreensão da própria família, que fica fazendo piadinhas. Já me compartilharam isso, gente, e eu acho um absurdo, porque eu recebo tanto carinho da minha família, e isso ajuda muito. Mas é isso, cada uma reage de um jeito”.

Karina reforçou que não existe uma única forma correta de enfrentar a doença e que o processo de aceitação acontece de maneira diferente para cada mulher.

Diagnóstico mudou sua rotina

Ao relembrar o início da batalha contra a alopecia areata, Karina contou que, inicialmente, acreditava que enfrentaria um problema simples e passageiro. Segundo ela, a primeira avaliação médica trouxe tranquilidade, mas a evolução do quadro mostrou que seria necessário buscar novos caminhos.

“O profissional me deixou tranquila, falou que era coisa simples e que logo ia ser resolvido”, relembrou.

No entanto, com o passar do tempo, a queda de cabelo aumentou e novas falhas começaram a aparecer no couro cabeludo. Diante da situação, Karina decidiu procurar outro especialista para acompanhar o caso de forma mais próxima.

“Aí eu resolvi buscar outro caminho, mudei para outro profissional para cuidar mais de perto do meu caso”, contou.

Ela explicou que um dos momentos mais difíceis era perceber a quantidade de fios que perdia diariamente, principalmente durante o banho.

“Eu ficava assustada, principalmente quando ia lavar o cabelo. Caía muito, era de fazer barulho quando o cabelo caía no chão”, descreveu.

Para Karina, o maior impacto emocional não estava apenas na mudança estética, mas na percepção de que a condição exigia mais atenção do que imaginava no começo.

“O que me abalou mesmo foi essa questão de ver o cabelo cair e perceber que não era uma coisa simples, que era uma coisa um pouco mais complicada”.

Hoje, a mãe de Lucas Lucco afirma que segue aprendendo a lidar com a alopecia e busca transformar sua experiência em uma mensagem de acolhimento para outras pessoas que passam por situações semelhantes.

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