A influenciadora e criadora de conteúdo Mel Breia, de 24 anos, afirma ter acumulado mais de R$ 300 mil comercializando calcinhas usadas por meio de plataformas especializadas. Reconhecida pela Playboy Nova Zelândia como um dos destaques da chamada “beleza sem filtros”, ela conta que o valor de cada peça depende de fatores como o modelo, o tempo de uso e as exigências feitas pelos compradores.
Segundo Mel, a oportunidade surgiu após conquistar popularidade em plataformas de conteúdo adulto. Com o aumento da interação com os assinantes, começaram a aparecer ofertas para adquirir as peças que ela utilizava, transformando uma curiosidade do público em uma fonte significativa de renda.
“Não existe uma tabela fixa. Uma calcinha usada no dia a dia tem um valor, mas pedidos que exigem mais tempo ou alguma condição específica custam mais”, explica.
Mel Breia (Redes Sociais)
De acordo com a influenciadora, os clientes não buscam apenas a peça em si, mas a exclusividade de adquirir um item ligado à personalidade que acompanham nas redes sociais. Alguns pedidos incluem modelos específicos, períodos prolongados de uso ou até determinadas atividades solicitadas previamente pelo comprador.
“Quanto mais detalhes o comprador acrescenta, mais trabalho envolve e maior pode ser o preço”, afirma.
As negociações acontecem em plataformas voltadas para esse tipo de comércio, onde cada venda é acertada de forma individual entre as partes. Para Mel, a expansão desse mercado está diretamente relacionada à proximidade entre criadores de conteúdo e seus seguidores, que passaram a procurar experiências e produtos exclusivos além das fotos e vídeos disponibilizados por assinatura.
O resultado financeiro, segundo ela, mostra que essa atividade deixou de ser apenas uma renda extra e passou a ocupar um espaço importante em seu trabalho.
“Eu percebi que existia uma procura constante e comecei a tratar isso como parte do meu trabalho. É um mercado específico, mas há compradores dispostos a pagar pela personalização”, conclui Mel.