Alterou a biometria facial? Mudança no rosto de Vini Jr. vira assunto e especialista explica polêmica

Saiba se a mudança no rosto do jogador Vini Jr. pode alterar a biometria facial

Vini Jr. (Reprodução Redes Sociais)
Vini Jr. (Reprodução Redes Sociais)

A mudança na aparência do atacante Vini Jr. virou um dos assuntos mais comentados nas redes sociais nesta semana. Diante do contorno facial mais marcado do jogador do Real Madrid, surgiram diversos questionamentos sobre qual procedimento ele teria feito, e até mesmo um boato curioso sobre se a alteração poderia causar problemas com sistemas de reconhecimento facial.

De acordo com informações da coluna VivaBem, do UOL, a resposta para a dúvida é direta: não há risco de travar a biometria. O tratamento realizado pelo craque utiliza uma tecnologia que foca na sustentação da pele, sem alterar a estrutura óssea do rosto.

Segundo informações do dermatologista Alessandro Alarcão, o jogador realizou sessões com o Xerf, um equipamento de radiofrequência monopolar de última geração desenvolvido pela sul-coreana Cynosure Lutronic. Diferente de cirurgias plásticas ou da aplicação de preenchedores (como o ácido hialurônico), o procedimento é totalmente não invasivo.

A energia atravessa a pele por meio de uma ponteira enquanto um sistema de resfriamento protege a superfície para evitar queimaduras e dor. O diferencial do Xerf é combinar duas frequências distintas. A frequência de 2 MHz alcança as camadas mais profundas, atuando diretamente nos ligamentos da face e no tecido que reveste a musculatura. Já a de 6,78 MHz foca nas camadas mais superficiais. O aquecimento controlado faz com que as fibras de colágeno existentes se contraiam e estimula o organismo a produzir novas fibras ao longo das semanas.

Por que o rosto mudou?

Muitos internautas especularam que Vini Jr. teria feito harmonização facial com aplicação de volume na mandíbula. No entanto, especialistas explicam que a radiofrequência atua de forma completamente diferente dos preenchimentos tradicionais.

Enquanto o ácido hialurônico injeta volume para projetar o queixo ou alargar a mandíbula, a radiofrequência não cria volume novo. Ela apenas “cola” e retrai a pele flácida, deixando o contorno ósseo natural da pessoa mais visível e desenhado. “A radiofrequência promove uma retração discreta dos tecidos moles, mas não modifica os ossos ou os principais pontos anatômicos analisados pelos sistemas modernos de reconhecimento facial”, esclarecem dermatologistas membros da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).

Embora seja possível notar uma leve firmeza logo após sair da clínica devido à contração imediata do calor, o resultado real do Xerf não acontece de um dia para o outro. A remodelação do colágeno é um processo biológico gradual que atinge seu auge ao longo de semanas ou meses.

Além disso, a intensidade da mudança varia de acordo com a idade, espessura da pele e resposta individual de cada organismo. O aparelho melhora a sustentação da pele, mas não altera a distância entre os olhos, o tamanho do nariz ou a estrutura dos ossos da face.

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