Urgente: Influenciadora morre após luta contra doença rara

Influenciadora Káh Felipe morre em Fortaleza após luta contra doença rara: 'Nossa guerreira cumpriu sua missão'

Influenciadora Káh Felipe - Reprodução/ Instagram
Influenciadora Káh Felipe - Reprodução/ Instagram

A influenciadora Káh Felipe morreu na tarde desta sexta-feira, 24/07, aos 31 anos, em Fortaleza. A notícia foi confirmada nas redes sociais da famosa.

A cearense tinha Xeroderma Pigmentoso e recebeu o diagnóstico de metástase, há cerca de três meses. Káh estava internada há 18 dias devido a dores intensas e inchaço na perna, além de enfrentar complicações decorrentes de uma pneumonia e efeitos colaterais da quimioterapia.

Desde que recebeu o diagnóstico de metástase nos ossos, fígado e pulmão, há cerca de três meses, Karine passou a se descrever como uma paciente em cuidados paliativos. A dor constante exigia o uso de doses de morfina a cada quatro horas, com idas frequentes à emergência do Instituto do Câncer do Ceará quando os remédios não eram suficientes.

Casada com Edmilson e mãe de quatro filhos, Káh usou seu alcance para mostrar a rotina real de quem convive com uma doença terminal, sempre amparada em sua espiritualidade:

“Nossa guerreira cumpriu sua missão e deixou um legado de força, coragem e, acima de tudo, de fé. A fé era a palavra que melhor a definia. Ela acreditou até o fim e lutou com todas as suas forças, sem nunca perder a esperança“, diz a nota divulgada pela família.

Os primeiros sinais da doença surgiram quando Karine tinha apenas três anos, com pintas na pele que a família acreditava serem sardas. Ao longo dos anos, a condição genética causou diversos tumores cutâneos, transformando sua vida em uma maratona de tratamentos e cirurgias.

O que é o Xeroderma Pigmentoso?

De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), o Xeroderma Pigmentoso é uma doença genética, hereditária e não contagiosa, com incidência estimada em 1 caso para cada 1 milhão de pessoas.

A condição faz com que o organismo da pessoa seja incapaz de reparar os danos que a radiação ultravioleta do sol causa ao DNA da pele. Sem esse reparo natural, o risco de desenvolvimento de câncer de pele em áreas expostas aumenta drasticamente. A entidade ressalta que o XP não se transmite pelo contato físico, ar ou secreções, e que os pacientes devem manter a convivência social utilizando fotoproteção rigorosa.

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