Famosos / Morte trágica

Apresentador famoso morreu após grave acidente doméstico e laudo revelou detalhes da tragédia

Queda de quatro metros em piso de gesso causou traumatismo craniano; em seu último gesto, comunicador salvou mais de 20 vidas com doação de órgãos

Gugu Liberato - Reprodução/Record
Gugu Liberato - Reprodução/Record

A trágica perda de Gugu Liberato, um dos maiores nomes da história da televisão brasileira, deixou um vazio imenso no coração dos telespectadores. O apresentador faleceu aos 60 anos após um grave acidente doméstico em sua residência em Orlando, nos Estados Unidos, em novembro de 2019. Na ocasião, o laudo oficial emitido pelo Estado da Flórida trouxe à tona os detalhes da fatalidade que interrompeu precocemente a carreira do comunicador.

O documento pericial, assinado pelo médico Joshua D. Stephany, constatou que Gugu sofreu “contusões na cabeça e pescoço, com equimose periorbital à direita”, além de “hemorragia, fraturas do osso parietal direito, fraturas na têmpora direita e hematomas”.

Com base nos exames e na análise dos registros médicos, a perícia médica apontou o traumatismo craniano grave como a causa oficial do óbito. O relatório também detalhou contusões pelo tórax e uma fratura na primeira vértebra lombar, decorrentes do forte impacto.

Como aconteceu o acidente de Gugu Liberato?

Na época do ocorrido, a assessoria de imprensa do animador explicou que ele estava no sótão de sua nova casa tentando realizar um reparo no sistema de ar-condicionado. Gugu acabou pisando em uma parte do piso feita de drywall — um material leve, semelhante ao gesso —, que não suportou o peso e cedeu.

O apresentador despencou de uma altura de quatro metros direto para o chão do andar inferior, batendo fortemente a cabeça. Em entrevista posterior à CNN, o neurocirurgião brasileiro Guilherme Lepski, que viajou para acompanhar o caso nos Estados Unidos, relembrou o diagnóstico inicial:

“Ele teve um traumatismo craniano grave e, em seguida, uma hipóxia, que é a falta de oxigênio no cérebro”, explicou o especialista.

Médico relembrou bastidores do hospital e afastou boatos

O neurocirurgião também recordou como foi a condução do protocolo de morte encefálica no hospital americano. Segundo Lepski, houve uma certa pressa por parte da equipe local na confirmação do óbito do apresentador.

“As coisas foram um pouco apressadas. Eles não consideraram o período de hipóxia que ele teve, o que agrava a situação e demanda um tempo maior para a confirmation do óbito”, relatou o doutor, apontando que os prazos legais para esse diagnóstico mudam entre o Brasil e os Estados Unidos.

Apesar das divergências nos tempos de observação, o médico fez questão de rechaçar qualquer teoria de conspiração ou boatos infundados que circularam na internet naquele período sobre o falecimento do artista:

“Não teve nada de caótico, nada de estranho. Infelizmente foi uma fatalidade”, ressaltou Guilherme Lepski.

O exame toxicológico realizado na autópsia também reforçou a transparência do caso, apresentando resultado negativo para álcool e qualquer tipo de substância tóxica ou medicinal.

O último ato de generosidade do apresentador

Apesar da dor que a partida de Gugu Liberato causou em milhões de fãs, sua despedida foi marcada por um imenso gesto de amor ao próximo. O comunicador era um doador de órgãos declarado, desejo que foi prontamente respeitado e autorizado por sua família logo após a confirmação da morte.

Em solo americano, os órgãos do apresentador foram destinados a pacientes que aguardavam em filas de transplante. Graças a esse último ato altruísta, Gugu conseguiu beneficiar e salvar a vida de mais de 20 pessoas, transformando um momento de profunda tristeza em esperança e legado.

Leia também: Fátima Bernardes abre o coração e faz forte desabafo sobre menopausa e luta contra o câncer

Siga o canal da Contigo no Instagram e fique por dentro das notícias mais bombásticas dos famosos, bastidores da TV e novelas.