Cirurgia de Samara Felippo expõe condição silenciosa que pode afetar a visão

Especialista explica que a blefaroplastia vai além da estética e pode melhorar a qualidade de vida de pacientes com comprometimento do campo visual

Samara Felippo (Reprodução/Instagram)
Samara Felippo (Reprodução/Instagram)

A cirurgia realizada pela atriz Samara Felippo reacendeu as discussões sobre a blefaroplastia, procedimento conhecido por rejuvenescer a região dos olhos. Apesar de ser frequentemente associada à estética, a intervenção também pode ter um importante papel funcional, principalmente em pacientes que apresentam excesso de pele nas pálpebras capaz de prejudicar o campo de visão e comprometer atividades do dia a dia.

De acordo com o cirurgião plástico Dr. Carlos Tagliari, muitos pacientes procuram o consultório inicialmente motivados pela aparência cansada, sem imaginar que o problema pode estar afetando também a visão.

“Muitas pessoas chegam dizendo que querem tirar a pele das pálpebras porque estão com um aspecto cansado. Durante a avaliação, percebemos que, em alguns casos, essa pele já está pesando sobre os olhos e até dificultando a visão. Nesses pacientes, a cirurgia traz um benefício que vai muito além do resultado estético”.

Segundo o especialista, o envelhecimento natural faz com que a região dos olhos seja uma das primeiras a apresentar mudanças visíveis. Com o passar do tempo, a pele perde elasticidade e as estruturas responsáveis pela sustentação das pálpebras ficam mais enfraquecidas, favorecendo o surgimento do excesso de tecido na região.

Carlos Tagliari ressalta, no entanto, que o objetivo da blefaroplastia não é modificar a identidade do paciente, mas proporcionar um aspecto mais descansado e natural, preservando as características individuais de cada rosto.

“A blefaroplastia não tem como objetivo mudar o rosto de ninguém. O que buscamos é devolver leveza ao olhar, preservando a expressão e as características naturais de cada paciente. Quando a cirurgia é bem indicada, o resultado costuma ser discreto justamente porque respeita a anatomia”.

O médico também explica que nem todo desconforto na região dos olhos está relacionado apenas ao excesso de pele. Em alguns casos, bolsas de gordura, flacidez muscular e até alterações na posição das sobrancelhas podem influenciar diretamente tanto na aparência quanto na funcionalidade do olhar, tornando indispensável uma avaliação individualizada antes da indicação cirúrgica.

“Não existe uma receita pronta. Cada paciente envelhece de um jeito e a cirurgia precisa acompanhar essas diferenças. Um planejamento cuidadoso faz toda a diferença para alcançar um resultado natural e evitar exageros”.

Nos últimos anos, o perfil dos pacientes interessados na blefaroplastia também mudou. Se antes a principal motivação era rejuvenescer a aparência, atualmente é cada vez mais comum que pessoas procurem o procedimento após perceberem dificuldades para dirigir, ler, trabalhar ou realizar tarefas cotidianas devido ao excesso de pele sobre os olhos.

“Quando o excesso de pele começa a limitar a visão, a blefaroplastia deixa de ser apenas uma questão de aparência. O paciente percebe melhora no conforto, na qualidade de vida e, ao mesmo tempo, ganha um aspecto mais descansado. É uma cirurgia que reúne função e estética de forma muito equilibrada”.

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