Família de Arlindo Cruz anuncia a morte da sobrinha do cantor aos 45 anos
Cantora, que fazia parte da história de escolas de samba do Rio de Janeiro, havia se afastado dos palcos após sofrer um AVC; família e agremiações prestaram homenagens emocionadas

A música brasileira amanheceu de luto nesta terça-feira (21) com a notícia da morte da cantora Débora Cruz, sobrinha do sambista Arlindo Cruz. A artista, que tinha 45 anos, morreu no Rio de Janeiro. A causa da morte não foi informada pela família.
Filha do também músico Acyr Marques, Débora construiu uma trajetória ligada ao samba e ao Carnaval carioca. Nos últimos anos, porém, ela havia se afastado das atividades profissionais após sofrer um Acidente Vascular Cerebral (AVC), que interrompeu sua rotina nos palcos.
A notícia da morte foi divulgada por Arlindinho, filho de Arlindo Cruz, que usou as redes sociais para prestar uma homenagem à prima. Em uma publicação emocionada, o cantor destacou o talento e a importância de Débora dentro da família.
“A voz mais linda da nossa família. Descanse em paz, te amamos eternamente”, escreveu Arlindinho nos stories do Instagram.
Em outra mensagem, o artista relembrou os momentos que dividiu com a cantora e falou sobre a falta que ela deixará.
“Hoje a nossa família se despede da sua voz mais linda. Tive a honra de dividir o palco com você, e esses momentos ficarão guardados para sempre na minha memória”, completou.
A despedida de Débora Cruz será realizada nesta quarta-feira (22), às 15h, no Memorial do Carmo, no Rio de Janeiro. A cantora será cremada em uma cerimônia reservada, uma escolha que, segundo pessoas próximas à família, já fazia parte de um desejo antigo da artista.
Com uma carreira marcada pela ligação com o samba, Débora era uma figura conhecida entre os apaixonados pelo Carnaval carioca. Desde 2024, ela integrava a ala musical da escola de samba Unidos do Viradouro, onde conquistou admiração de integrantes e torcedores.
A agremiação lamentou profundamente a perda da cantora e ressaltou a importância dela para a história da escola.
“Débora viverá para sempre na arte, no samba e na memória de toda a Família Viradouro, que tanto a respeitava e admirava”, declarou a escola em nota.
A morte também gerou comoção em outras escolas tradicionais do Rio de Janeiro, que destacaram a trajetória, o talento e a dedicação da artista ao Carnaval.
A Mocidade Independente de Padre Miguel relembrou a relação de Débora com a agremiação e destacou o orgulho que ela demonstrava ao defender as cores da escola.
“Perco uma artista, uma mulher que sempre carregou minha bandeira com muito orgulho”, afirmou a escola em uma mensagem publicada nas redes sociais.
A Portela também prestou homenagem à cantora e ressaltou a marca deixada por ela no samba carioca.
“Por onde esteve, deixou sua marca, sua voz e o carinho de todos que tiveram a oportunidade de conviver com ela. Nos solidarizamos com familiares, amigos, companheiros de carnaval e fãs”, lamentou a agremiação.
Ao longo da carreira, Débora Cruz ficou conhecida não apenas pelo talento vocal, mas também pela conexão com uma das famílias mais importantes do samba brasileiro. Sua voz, agora eternizada nas lembranças de amigos, familiares e admiradores, deixa um legado de dedicação à música e à cultura popular.
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