Irmão de Virginia é condenado por importunação sexual; saiba se ele será preso

William Pimenta Gusmão, irmão da influenciadora Virginia Fonseca, é condenado por importunação sexual

William Gusmão e Virginia Fonseca
William Gusmão e Virginia Fonseca - Reprodução/ Instagram

William Pimenta Gusmão, irmão da influenciadora Virginia Fonseca, foi condenado por importunação sexual pela 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO). O processo tramita na Justiça desde 2023.

De acordo com informações do portal LeoDias, o caso foi reavaliado pelos desembargadores após a defesa da vítima, Rauriceia Martins da Costa, contestar a sentença de fevereiro de 2025, que havia inocentado William sob a justificativa de “insuficiência de provas”.

Ao reexaminar os depoimentos e registros daquela noite, o colegiado da 1ª Câmara Criminal concluiu que um dos episódios descritos na denúncia do Ministério Público de Goiás (MP-GO) estava cabalmente comprovado. O veredito acabou contrariando inclusive o parecer de cúpula da Procuradoria-Geral de Justiça, que pedia a manutenção da absolvição.

“O Tribunal, por unanimidade de votos, desacolhido o parecer ministerial de Cúpula, conheceu do recurso e deu-lhe parcial provimento, condenando o apelado pelo crime de importunação sexual, apenas quanto ao primeiro fato”, determinou o extrato da sessão com base no voto do relator. Com isso, William foi enquadrado no artigo 215-A do Código Penal. Em relação ao segundo fato apontado pelo MP, a absolvição foi mantida.

O flagra

Os crimes denunciados ocorreram na madrugada de 2 de abril de 2023, durante a festa de música urbana “Revoada”, realizada no município de Jussara, no interior de Goiás.

O ato que gerou a condenação criminal do empresário ocorreu no momento em que Rauriceia se aproximou de William para pedir uma fotografia de recordação. De acordo com o relato da vítima: Ela se posicionou para o clique e abraçou o irmão da influenciadora. Enquanto uma amiga registrava o momento no formato de vídeo boomerang pelo celular, William aproveitou a proximidade para colocar a mão por dentro da calça da mulher, tocando suas partes íntimas sem qualquer tipo de consentimento.

Em juízo, Rauriceia relatou que ficou paralisada, sem conseguir esboçar reação imediata. Ela só conseguiu processar o ocorrido ao deixar o camarote acompanhada de sua esposa, Juliana, a quem relatou o abuso imediatamente. Logo em seguida, uma amiga que estava no evento confirmou ter presenciado a cena à distância, servindo como testemunha-chave para que os magistrados fizessem a reforma da sentença.

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