Jogador ‘morreu’ em campo após fazer gol e ressuscitou minutos depois; entenda
Jogador que 'morreu' em campo após fazer gol e ressuscitou minutos depois virou combustível para o Uruguai

A Seleção do Uruguai estreou na Copa do Mundo com um empate em 1 a 1 contra a Arábia Saudita, no dia 15 de junho. Já no último domingo, 21/06, o país entrou em campo para encarar Cabo Verde, conquistando mais um empate, desta vez, 2 a 2.
Apesar dos resultados desanimadores, a Seleção tem história na Copa, incluindo uma trágica. O ano era 1954 e o palco era a semifinal do Mundial na Suíça. O Uruguai, então atual campeão do mundo, perdia por 2 a 0 para a lendária e favorita Hungria de Ferenc Puskás. Foi aí que brilhou a estrela de Hohberg, um atacante argentino naturalizado uruguaio. Em uma reação histórica na etapa final, o jogador balançou as redes duas vezes, cravando o empate por 2 a 2 a escassos quatro minutos do fim do tempo regulamentar.
A explosão de alegria pelo gol salvador, contudo, quase virou tragédia nacional. No ápice da comemoração, Hohberg foi soterrado por uma pilha de companheiros de equipe em transe. O peso e o sufoco dos abraços foram tão brutais que o atacante desabou inconsciente no gramado, sem respirar.
Quinze segundos “morto” e o retorno sobrenatural
Um colega de time tentou reanimá-lo com massagens improvisadas, mas o jogador não respondia. A equipe médica uruguaia, liderada pelo doutor Carlos Abate, invadiu o campo e arrastou Hohberg para a linha de fundo. O diagnóstico foi assustador: o atleta sofrera uma parada cardíaca e ficou clinicamente “morto”, sem pulso, por cerca de 15 segundos.
Para tentar trazê-lo de volta à vida, os médicos injetaram às pressas uma dose de Coramina, um estimulante cardiorrespiratório fortíssimo utilizado na época. O coração do craque voltou a bater. Em uma era em que as substituições ainda não existiam no futebol, deixar o campo significava abandonar o Uruguai com um homem a menos na prorrogação. Ignorando as ordens médicas e demonstrando a personificação mais pura da garra charrua, Hohberg se levantou e voltou para o jogo. Ele disputou os minutos finais e os 30 minutos da prorrogação, carimbando até uma bola na trave antes de a Hungria fechar o placar em 4 a 2.
“Uruguay nomá”
Essa valentia quase sobrenatural ajuda a explicar a famosa expressão “Uruguay nomá” (abreviação de “Uruguay y nada más”), que ganhou as telas do planeta na Copa de 2018, quando o zagueiro Giménez fez um gol aos 44 minutos do segundo tempo contra o Egito, fazendo o lendário técnico Oscar Tabárez levantar do banco de muletas e gritar com a alma.
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