Luiza Possi faz reflexão sobre assédio e revela: ‘Já vivi situações em que não consegui reagir’

Cantora usou as redes sociais para refletir sobre diferentes formas de violência e destacou a importância de reconhecer situações abusivas que muitas vezes passam despercebidas

Só de calcinha, Luiza Possi escandaliza ao expor tattoo íntima: "Dei zoom"
Só de calcinha, Luiza Possi escandaliza ao expor tattoo íntima: "Dei zoom" - Reprodução/Instagram

A cantora Luiza Possi, de 41 anos, utilizou suas redes sociais para compartilhar uma reflexão profunda sobre assédio e os impactos que esse tipo de comportamento pode causar na vida das vítimas. O desabafo surgiu após a artista assistir ao filme A Empregada, obra que a levou a revisitar experiências pessoais e a levantar um debate sobre a necessidade de identificar e combater diferentes formas de abuso.

Em um vídeo publicado nesta terça-feira (9), Luiza falou abertamente sobre situações de desconforto que viveu ao longo da vida e admitiu que, em alguns momentos, não conseguiu compreender imediatamente o que estava acontecendo. Segundo ela, muitas pessoas associam o tema exclusivamente ao assédio sexual, mas existem outras formas de violência igualmente prejudiciais e que merecem atenção.

“Quando a gente fala em assédio, a gente já pensa em assédio sexual. Mas hoje eu queria falar sobre outros tipos de assédio. Eu quero que a gente pare de se envergonhar, eu quero que a gente pare de se calar, de fingir que a gente não viu, ou de achar que a culpa foi nossa”, disse.

Durante a reflexão, a artista destacou que o assédio pode acontecer em diferentes ambientes e contextos, afetando relações profissionais, pessoais e sociais. Para ela, o principal sinal de alerta está no momento em que os limites individuais deixam de ser respeitados.

“Existe o assédio moral, existe o assédio de tantas maneiras. E o que é o assédio? Ele é exatamente quando para de ser confortável, quando para de ser agradável, quando para de respeitar teu limite, o limite que você impôs”, apontou.

Luiza também chamou a atenção para um comportamento comum entre vítimas de situações abusivas: o hábito de minimizar o ocorrido ou de assumir para si uma responsabilidade que não lhes pertence. Segundo a cantora, muitas pessoas passam a questionar a própria percepção dos fatos, acreditando que podem ter interpretado a situação de forma equivocada.

“Eu creio que todas nós, em algum momento, em algum nível, passamos por isso. E na nossa cabeça, a primeira coisa que vem é: ‘Não, a culpa foi minha. Eu entendi errado, não pode ser’. A gente sempre fica querendo culpar a vítima e desculpar o agressor”, desabafou.

Ao longo do vídeo, a cantora reforçou que os danos emocionais provocados por uma situação de assédio não dependem necessariamente de conotação sexual. Ela explicou que qualquer comportamento invasivo, constrangedor ou que ultrapasse limites pessoais pode causar sofrimento e merece ser reconhecido como tal.

“Não pense que, porque não é um assédio sexual, não machuca. Não pense que, porque não é um assédio sexual, não é assédio”, ensinou.

Outro ponto abordado por Luiza foi a relação entre o assédio e comportamentos machistas presentes na sociedade. Para a artista, determinadas atitudes dirigidas às mulheres continuam sendo naturalizadas, mesmo quando provocam desconforto ou constrangimento.

“Para mim, a definição de machismo é tudo aquilo que um homem tem coragem de fazer uma mulher passar em termos de desconforto, mas que jamais teria coragem de fazer isso com um semelhante do mesmo sexo”, frisou.

Ao concluir sua mensagem, a cantora destacou que falar sobre o assunto ainda é um desafio para muitas pessoas, justamente porque se trata de um tema delicado e frequentemente evitado. No entanto, ela defendeu a necessidade de trazer essas discussões para o centro do debate público, incentivando mais pessoas a compartilharem suas experiências e buscarem apoio quando necessário.

“Esse assunto é pesado, esse assunto é difícil. É um assunto que a gente tenta colocar debaixo do tapete muitas vezes. É um assunto velado, ninguém gosta de falar sobre isso. Mas alguém tem que falar sobre o elefante branco que está no meio da sala”, concluiu.

A publicação recebeu apoio de seguidores e gerou uma série de comentários de pessoas que relataram experiências semelhantes, reforçando a importância de ampliar as conversas sobre respeito, limites e diferentes formas de assédio presentes no cotidiano.

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