Morreu mentor do piloto de Fórmula 1, Michael Schumacher; fãs choram

Luto no mundo do esporte! Morreu mentor do piloto de Fórmula 1, Michael Schumacher; fãs choram com notícia de despedida

Piloto de Fórmula 1 - Reprodução
Piloto de Fórmula 1 - Reprodução

O universo do automobilismo mundial vestiu-se de luto com a confirmação da morte de Jochen Mass, aos 78 anos de idade. Ex-piloto de Fórmula 1 e uma das figuras mais respeitadas dos bastidores do esporte a motor, Mass deixou uma marca enorme nas pistas, mas seu maior legado para a história recente do esporte talvez tenha sido o papel crucial que desempenhou como mentor e guia de jovens talentos, incluindo ninguém menos que o heptacampeão mundial Michael Schumacher.

Nascido na Alemanha em 1946, Jochen Mass teve uma trajetória de vida multifacetada antes de se consagrar nas pistas. Em sua juventude, integrou as fileiras da Marinha mercante alemã, uma experiência que muitos associam à sua lendária disciplina e resiliência. Sua transição para o automobilismo ocorreu de forma gradual: começou em corridas de turismo e velocidade, subiu para a Fórmula 3 em 1972, passou pela Fórmula 2 e alcançou o ápice ao estrear na Fórmula 1 em 1973. Ao longo de sua carreira na categoria máxima, Mass defendeu equipes de peso, como a McLaren, pela qual venceu o GP da Espanha de 1975, a Arrows e a Tyrrell.

No entanto, o impacto de Mass expandiu-se muito além de seus próprios resultados de pista. Conhecido por seu profundo conhecimento técnico, frieza sob pressão e leitura cirúrgica das corridas, ele foi o escolhido pela Mercedes-Benz no final dos anos 1980 e início dos anos 1990 para liderar e lapidar o famoso “Mercedes Junior Team”. Sob a tutela e o aconselhamento direto de Jochen Mass, jovens promissores como Heinz-Harald Frentzen, Karl Wendlinger e o jovem Michael Schumacher aprenderam as nuances do automobilismo profissional, a gestão de pneus, a mentalidade estratégica e a postura ética necessária para triunfar. Schumacher frequentemente creditava a Mass parte de sua base sólida no esporte de alto rendimento.

O contraste com o destino de Schumacher

A partida de Jochen Mass inevitavelmente reacendeu as atenções globais sobre o destino de seu pupilo mais famoso. Em dezembro de 2013, o mundo do esporte parou quando Michael Schumacher sofreu um gravíssimo acidente enquanto esquiava nos Alpes Franceses. Ao colidir contra uma rocha, o ex-piloto sofreu um traumatismo craniano severo, sendo submetido a um coma induzido e a cirurgias de emergência.

Desde que recebeu alta hospitalar para continuar o tratamento em sua residência na Suíça, a vida de Schumacher tornou-se um dos segredos mais bem guardados do esporte. A família do piloto adotou uma postura intransigente de privacidade para proteger sua dignidade e intimidade. Recentemente, novas informações trazidas pelo jornalista alemão Felix Gorner, do canal RTL, detalharam o triste e delicado estado atual do ícone: Schumacher perdeu totalmente a capacidade de se expressar verbalmente e depende de cuidados médicos intensivos e ininterruptos.

De acordo com o jornalista, o círculo de visitas é extremamente restrito, não ultrapassando o número de 20 pessoas autorizadas a se aproximar do ex-piloto. A estratégia de isolamento adotada pela esposa, Corinna Schumacher, visa garantir que a evolução e a rotina do multicampeão permaneçam longe dos holofotes.

A perda de Jochen Mass encerra um capítulo dourado do automobilismo alemão e deixa um vazio na comunidade internacional de pilotos. Mass não apenas acelerou em uma das eras mais perigosas e românticas da Fórmula 1, mas também doou sua sabedoria para que a geração seguinte, encabeçada por Schumacher, pudesse reescrever os livros de recordes do esporte.

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