Virginia Fonseca ganha buquê de R$ 11 mil; entenda a técnica das ‘rosas eternas’
Virginia ganha arranjo de luxo vindo de Nova York com 250 flores que duram dois anos e craque da Seleção Brasileira deixa comentário suspeito na web

A influenciadora digital Virginia Fonseca movimentou as redes sociais neste Dia dos Namorados. Diretamente dos Estados Unidos, onde acompanha de perto os jogos da Copa do Mundo de 2026, a empresária foi surpreendida ao receber um buquê gigante composto por 250 rosas vermelhas na última sexta-feira (12).
Vindo de uma floricultura extremamente luxuosa de Nova York, o arranjo tem um detalhe impressionante: as flores possuem uma vida longa de cerca de dois anos. Todo esse glamour, claro, tem o seu preço. Um buquê idêntico ao de Virginia pode custar até US$ 2.199 — o equivalente a pouco mais de R$ 11 mil na cotação atual.
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Mistério no Domingão: Presente foi enviado por Vini Jr.?
A identidade do admirador secreto virou assunto na televisão. Durante a sua estreia no programa Domingão da Copa, comandado por Luciano Huck, Virginia abriu o jogo sobre o mistério das flores e acabou gerando ainda mais curiosidade no público.
“Eu fiquei sabendo que essas rosas são de uma marca que, assim, elas duram dois anos, elas não morrem, elas duram tipo eternamente”, disse a influenciadora.
O apresentador não perdeu a oportunidade de fazer piada com a durabilidade impressionante do arranjo romântico: “Ah, é para você não esquecer quem te mandou durante dois anos, é isso?”, brincou Luciano.
Embora Virginia Fonseca tenha afirmado no palco que desconhece o autor do mimo luxuoso, os internautas rapidamente encontraram uma pista nas redes sociais. No post oficial de comemoração do Dia dos Namorados feito pela loira, o craque da Seleção Brasileira Vini Jr. deixou um comentário apenas com um emoji de coração, tornando-se o principal “suspeito” de ter enviado o presente.
Qual é o segredo científico das ‘rosas eternas’?
Mas, afinal, como uma flor consegue resistir por tantos meses sem murchar ou morrer? De acordo com a engenheira florestal e consultora ambiental Aurora Segall, criadora do perfil @reciclereutilizeplante, e divulgado pelo gshow, a explicação está puramente na fisiologia vegetal.
Em uma planta normal colhida, a interrupção da água faz com que as células percam a pressão interna (turgidez) e iniciem a senescência — o envelhecimento celular programado. No caso das flores recebidas por Virginia, um procedimento tecnológico interrompe esse ciclo.
“O segredo está em interromper os mecanismos fisiológicos que levam à sua deterioração. Logo após a colheita, as rosas são submetidas a um processo de preservação no qual a água presente nos tecidos é gradualmente substituída por soluções conservantes, geralmente à base de glicerina e outros compostos estabilizantes. Essas substâncias ocupam os espaços antes preenchidos pela água dentro das células vegetais, preservando a estrutura física da flor. Dessa forma, a rosa mantém sua aparência natural sem depender dos processos metabólicos que sustentam uma planta viva.”
A especialista esclarece que o produto final não realiza fotossíntese, não cresce e não desenvolve novos tecidos, tratando-se de uma estrutura biológica perfeitamente conservada.
“Do ponto de vista biológico, trata-se de um tecido vegetal preservado. A tecnologia busca conservar a estrutura celular da flor, retardando significativamente os processos de degradação que ocorreriam naturalmente. Nas rosas preservadas, a água foi substituída por substâncias capazes de manter o volume celular e a flexibilidade dos tecidos por muito mais tempo. Sem a rápida desidratação que ocorre em flores convencionais, pétalas e folhas permanecem visualmente intactas por meses ou até anos”.
Quanto custa no Brasil e como cuidar das flores preservadas?
De acordo com a paisagista Kátia Fialho, o processo envolve a secagem em ambientes com temperatura e umidade rigidamente controladas, além de algumas unidades receberem tratamentos especiais contra raios UV e proliferação de fungos. No mercado nacional, a técnica também está disponível.
“No varejo, uma rosa preservada costuma ser vendida entre R$ 30 e R$ 150. E esse processo também pode ser realizado em outras flores”, informa Kátia em relação aos valores praticados no Brasil.
Para quem deseja investir no mimo e quer que o arranjo dure o máximo de tempo possível dentro de casa, a paisagista compartilha as principais dicas de conservação e cuidados básicos: “Não expor ao sol, não molhar, evitar ambientes muito úmidos e mantê-las longe de ar-condicionado direto e fontes de calor.”
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