“Desfile de moda nos aeroportos”: Birkin, da Hermés, vira símbolo de status entre jogadores na Copa 2026

Durante a Copa do Mundo de 2026, os desembarques das seleções deixaram de ser apenas momentos logísticos e se transformaram em um verdadeiro espetáculo visual.

“Desfile de moda nos aeroportos”: Birkin, da Hermés, vira símbolo de status entre jogadores na Copa 2026

Durante a Copa do Mundo de 2026, os desembarques das seleções deixaram de ser apenas momentos logísticos e se transformaram em um verdadeiro espetáculo visual. Câmeras, celulares e transmissões ao vivo registraram cada detalhe dos chamados “aerolooks”, expressão que descreve os visuais escolhidos pelos atletas para viajar. Nesse cenário, a bolsa Birkin, da Hermès consolidou-se como um dos acessórios mais presentes entre estrelas do futebol de elite, como Erling Haaland, Casemiro, Lionel Messi e Endrick. Assim, o item reforça a ligação direta entre futebol, moda e imagem pública.

O aeroporto, antes um espaço neutro, agora assume o papel de passarela informal, em que jogadores chegam produzidos com cuidado semelhante ao de eventos de gala. A combinação de ternos sob medida, streetwear de luxo, joias e acessórios de grife aparece em detalhes para torcedores, imprensa e marcas. Nesse contexto, a Birkin deixou de representar um objeto ligado apenas ao universo feminino e agora simboliza o máximo status, o poder de consumo e a influência digital no ambiente do futebol moderno.

O que explica o “desfile de moda dos aeroportos” na Copa do Mundo?

A popularização do chamado “desfile de moda dos aeroportos” na Copa de 2026 se relaciona diretamente com a exposição constante dos jogadores nas redes sociais e com a cobertura intensa da mídia esportiva. Cada chegada de seleção se transformou em um evento, que envolve não apenas questões táticas, mas também detalhes de vestuário e estilo pessoal. Emissoras criaram quadros específicos para analisar roupas, marcas e tendências. Ao mesmo tempo, perfis de moda masculina e influenciadores digitalizaram, comentaram e compararam visuais de diferentes atletas.

Esse fenômeno segue a lógica da construção de marca pessoal. Jogadores de alto nível entendem que a imagem fora de campo influencia contratos publicitários, alcance em plataformas digitais e impacto global de suas carreiras. Desse modo, a seleção da roupa de viagem deixou de representar um gesto casual e agora integra uma estratégia planejada de marketing pessoal. Muitas vezes, essa escolha se alinha às equipes de comunicação, stylists e patrocinadores. Além disso, o aeroporto, com alta concentração de fotógrafos e público, funciona como cenário ideal para essa exposição calculada.

Por que a bolsa Birkin virou objeto de desejo entre jogadores de elite?

Entre diversos acessórios de luxo, a Birkin, da Hermès, ganhou destaque especial nos ombros e mãos de atletas como Haaland, Casemiro, Messi e Endrick. A presença recorrente do modelo em imagens de desembarques internacionais transformou a bolsa em um símbolo visual da nova era do futebol. Nesse novo contexto, o atleta se posiciona não apenas como jogador, mas também como referência de estilo e consumo aspiracional. Três fatores principais ajudam a explicar essa tendência: o status extremo e a escassez do produto, a adaptação cultural da Birkin como item unissex de viagem e o impacto dos “aerolooks” como ferramenta de divulgação pessoal.

Seleção Áustria
Os integrantes da equipe austríaca desembarcaram no aeroporto exibindo diferentes peças de vestuário e acessórios sofisticados. – Foto: Frederic J. Brown.

1. Status extremo e escassez no mercado de luxo

A Birkin ocupa um lugar particular no universo do consumo de alto padrão. O acessório não representa apenas uma bolsa cara. Na verdade, o mercado associa o produto à escassez controlada e à dificuldade de aquisição. Em muitas boutiques da Hermès, a compra depende de histórico com a marca e de relacionamento próximo com consultores. Em alguns casos, o cliente ainda enfrenta longas listas de espera. Assim, carregar uma Birkin em um aeroporto durante a Copa 2026 sinaliza poder financeiro e acesso privilegiado a um círculo restrito do mercado de luxo.

No contexto do futebol, esse elemento de exclusividade funciona como uma espécie de “troféu social”. Quando um atleta desembarca exibindo o acessório, ele transmite uma mensagem clara de pertencimento a uma elite global de consumidores. As redes sociais ampliam essa percepção de forma constante. Fotos e vídeos circulam por perfis de moda, páginas dedicadas ao lifestyle de jogadores e veículos especializados em mercado de luxo. Desse modo, o conteúdo reforça a imagem de raridade, distinção e conquista pessoal. Além disso, alguns jogadores já colecionam diferentes versões da Birkin, o que intensifica ainda mais a ideia de poder e de curadoria sofisticada.

2. Como a Birkin se tornou um item unissex de viagem?

Outro ponto central da tendência envolve a mudança cultural em relação à ideia de que certos produtos pertencem a apenas um gênero. A Birkin, historicamente associada ao público feminino, hoje se afirma como uma peça unissex, especialmente quando jogadores a utilizam como bolsa de viagem. O design estruturado, o couro resistente e a capacidade interna generosa reforçam a função prática do acessório. Assim, o jogador carrega documentos, eletrônicos, itens pessoais e até material esportivo leve durante deslocamentos internacionais, sem abrir mão do estilo.

A combinação entre funcionalidade e durabilidade favorece esse uso intenso. O couro espesso, o acabamento reforçado e os metais de alta qualidade suportam o ritmo acelerado de viagens de atletas de seleção. Portanto, a Birkin aparece ao mesmo tempo como objeto utilitário e como sinal de sofisticação. O jogador mantém um visual coerente com ternos, conjuntos esportivos premium ou roupas casuais de luxo. Ainda assim, ele preserva o aspecto de praticidade exigido pela rotina de aeroportos, treinos e concentração. Paralelamente, casas de moda e stylists passaram a sugerir a Birkin em editoriais masculinos, o que consolidou de vez a leitura unissex.

3. Aerolooks, redes sociais e marketing pessoal dos jogadores

Os “aerolooks” ganharam força como ferramenta de marketing pessoal em plataformas como Instagram, TikTok e X. Perfis oficiais de seleções e de jogadores publicam fotos e vídeos dos desembarques, muitas vezes com menção direta às marcas utilizadas. A Birkin, por ser facilmente reconhecida, cria um elemento visual forte que estimula compartilhamentos, comentários e engajamento. Assim, o momento da chegada se converte em conteúdo estratégico, pensado para viralizar rapidamente.

Para muitos atletas, esse tipo de exposição reforça narrativas específicas de imagem, como sobriedade, sofisticação, espírito jovem ou conexão com o universo da moda. Marcas de luxo, por sua vez, enxergam nesses registros uma forma eficiente de alcançar fãs de futebol em escala global, aproximando o esporte do chamado luxury lifestyle. O resultado envolve um ciclo contínuo. O “desfile de moda nos aeroportos” da Copa 2026 amplia o alcance dos jogadores, valoriza contratos de patrocínio e consolida a ideia de que o futebol contemporâneo ultrapassa o campo de jogo. Além disso, clubes e federações já incorporam esses momentos em suas estratégias de conteúdo, o que profissionaliza ainda mais esse tipo de aparição.

Futebol, moda e construção de marca na Copa do Mundo de 2026

Ao transformar a passagem por aeroportos em momento de exposição calculada, o futebol moderno reforça sua conexão com a indústria da moda e com a economia da influência digital. A Birkin, da Hermès, tornou-se um dos símbolos mais visíveis desse processo, especialmente entre nomes como Erling Haaland, Casemiro, Lionel Messi e Endrick. Esses jogadores ajudaram a popularizar o acessório nas imagens que circularam pelo mundo durante a competição e inspiraram novos atletas a adotar peças semelhantes.

Esse movimento indica uma mudança estrutural no papel do atleta. Hoje, o jogador se apresenta como uma plataforma de comunicação completa, em que desempenho esportivo, estilo pessoal e presença nas redes formam um conjunto integrado. O “desfile de moda dos aeroportos” na Copa do Mundo de 2026 exemplifica como o futebol se consolidou também como espaço de moda, imagem e construção de marca. Cada aparição pública, inclusive a caminho do jogo, contribui para moldar a trajetória e o valor de mercado dos jogadores dentro e fora dos gramados. Em síntese, o campo, o feed e o corredor do aeroporto agora dialogam de forma direta e estratégica.

Ezri Konsa
Ezri Konsa usa peça marcante em vermelho da Louis Vuitton. – Foto: Eddie Keogh

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