Fliperama esquecido? Whindersson tem salão de jogos em casa, mas quase não consegue jogar
Com fliperamas dos anos 90 e mesa de bilhar, o salão de jogos de Whindersson Nunes virou um refúgio nostálgico que quase não cabe em sua agenda
Em algum cômodo bem climatizado da casa de Whindersson Nunes, uma mesa de bilhar e algumas máquinas de fliperama retrô esperam, silenciosas, a próxima tacada ou o próximo recorde de pontos. Enquanto isso, o dono do salão de jogos cruza fusos horários e encara treinos puxados de boxe. Ao mesmo tempo, ele mantém a carreira de humorista, influenciador e figura presente em debates públicos. Por isso, muita gente faz uma pergunta simples, em tom de curiosidade doméstica: esse fliperama particular ainda funciona ou virou apenas cenário para casacos, luvas e mochilas?
Quem acompanha o artista nas redes percebe que o salão de jogos funciona como uma extensão da infância, com forte clima de anos 90 e início dos anos 2000. As cores chamativas, as máquinas iluminadas e aquele espírito de “shopping center em dia de passeio” dominam o ambiente. Ao mesmo tempo, a rotina atual de Whindersson envolve viagens internacionais, preparação para lutas, gravações e projetos paralelos. Assim, entre um voo para show de stand-up e um treino com luvas, a dúvida permanece no ar. Afinal, sobra algum minuto para um bolão de sinuca ou uma partidinha de fliperama?
O salão de jogos de Whindersson Nunes ainda é usado ou só guarda casacos?
O salão de jogos particular de Whindersson já aparece em vídeos, fotos e bastidores publicados ao longo dos últimos anos. A mesa de bilhar, as máquinas de arcade, os consoles e outros itens colecionáveis exibem o lado gamer nostálgico do humorista, marcado por referências à cultura pop dos anos 90. Em geral, a cena típica mostra amigos reunidos, risadas e disputas informais, quase sempre registradas em stories ou bastidores de gravações. Frequentemente, alguns parceiros de treino também aproveitam o espaço para relaxar após sessões intensas de boxe.
Na prática, no entanto, a agenda recente aponta para outro enredo. Em 2024 e 2025, Whindersson intensificou os treinos de boxe para lutas exibidas em grandes eventos internacionais. Ele participou de cards com ampla repercussão na internet e manteve presença ativa em apresentações de stand-up dentro e fora do Brasil. Além disso, ele encara viagens constantes, compromissos publicitários e projetos audiovisuais, o que transforma qualquer noite livre em item raro. Nesse cenário, o salão de jogos corre risco permanente de virar um camarim improvisado. Assim, tacos de sinuca disputam espaço com casacos, luvas e fones de ouvido.
Desse modo, o público enxerga a imagem de um fliperama doméstico sempre pronto, com tudo ligado e funcional. Porém, o dono entra e sai numa velocidade que mal permite terminar uma partida. Entre uma conexão aérea e outra, o máximo de interação possível costuma se resumir ao clássico “senta cinco minutos, joga duas partidas e corre para o aeroporto”. Ainda assim, o espaço permanece organizado, já que a equipe do artista cuida da manutenção e preserva as máquinas em bom estado.

Por que um humorista e boxeador investiria num fliperama em casa?
A escolha de montar um salão de jogos dentro de casa esclarece parte importante da trajetória de Whindersson. Muito antes das lutas e dos grandes palcos internacionais, o humorista construiu a própria imagem a partir de referências populares. Ele passou por lan houses, fliperamas de bairro, videogames compartilhados entre primos e amigos, além de filmes e séries que moldaram a cultura do período. Portanto, ter uma espécie de “mini shopping” particular hoje funciona como símbolo desse caminho. O espaço mistura nostalgia, status de celebridade e gosto verdadeiro por jogos clássicos.
Nos últimos anos, Whindersson também começou a flertar com conteúdos ligados ao mundo gamer. Ele aparece em transmissões, comenta lançamentos e resgata títulos antigos. Além disso, ele testa jogos de luta em fliperamas modernos para complementar o treinamento mental do boxe. Essa ligação com a cultura de jogos e com o universo nerd se soma ao interesse por colecionáveis, decoração temática e itens que remetem à adolescência. Em termos simbólicos, o salão de jogos não representa apenas um espaço de lazer. Na verdade, ele reforça a ideia de que o artista leva consigo um pedaço do passado de quem cresceu entre fichas de fliperama e controles de videogame emprestados.
- Resgate de memórias de infância e adolescência;
- Espaço de encontro com amigos e equipe;
- Cenário para gravações, fotos e bastidores;
- Forma de manter o contato com a cultura gamer clássica;
- Refúgio rápido entre um compromisso e outro.
Rotina de treinos, viagens e shows: onde entra a mesa de bilhar?
Desde que passou a aparecer em lutas de boxe exibidas para públicos internacionais, Whindersson adotou uma rotina típica de atleta. Portanto, ele dedica muitas horas a treinos físicos intensos, acompanhamento profissional, ajustes de peso e preparação técnica. Paralelamente, ele mantém a carreira de comediante, com shows de stand-up em diferentes cidades, inclusive fora do país. Ele também participa de eventos, podcasts e parcerias com marcas. Essa combinação produz um calendário apertado, em que folgas completas surgem com muita dificuldade.
Nesse contexto, a mesa de bilhar assume um papel curioso. Em vez de servir como palco de torneios longos, ela funciona como intervalo descontraído em reuniões com amigos, equipe e convidados. Quando o cronograma aperta, o salão de jogos vira ponto de encontro rápido, onde todos conversam, riem e tiram algumas fotos. Se sobrar tempo, o grupo ainda tenta encaixar uma partida rápida. O cenário permite uma convivência menos formal, sem palco, sem cordas de ringue e sem holofotes tão fortes quanto nos eventos de boxe ou nos grandes teatros. Além disso, o ambiente ajuda o artista a aliviar a pressão psicológica das lutas e dos shows.
- Treino de boxe pela manhã ou à tarde;
- Reuniões e gravações ao longo do dia;
- Preparação para shows ou viagens;
- Janelas curtas de descanso em casa;
- Uso eventual do salão de jogos, quando o relógio permite.
As máquinas de fliperama de Whindersson ainda têm vez em meio à fama?
A presença de máquinas de fliperama retrô na casa do humorista reforça a ligação dele com a cultura dos anos 90. Ela também revela a rotina de quem cresceu dividindo fichas, controles e telas. Hoje, a diferença aparece com clareza. Os aparelhos já não ocupam um corredor de shopping, mas um espaço privado cercado por prêmios, luvas de boxe e equipamentos de gravação. Dessa forma, o público alimenta uma dúvida constante. Aquelas luzes coloridas ainda piscam por longas madrugadas ou viraram apenas pano de fundo para selfies?
O que se observa na vida recente de Whindersson revela um contraste constante. De um lado, surge a estrutura de quem pode montar um fliperama completo dentro de casa. De outro, aparece a falta crônica de tempo típica de artistas em fase de grande exposição. Entre viagens internacionais, desafios no boxe, projetos pessoais e presença ativa nas redes, o salão de jogos atua quase como um personagem secundário na própria história. Ele permanece sempre pronto para entrar em cena quando o protagonista consegue, por alguns minutos, colocar o celular de lado e pegar o taco de sinuca ou o manche do arcade.
No fim, o fliperama particular de Whindersson Nunes cumpre bem o papel de vitrine da vida contemporânea de celebridades. Ele reúne tecnologia, nostalgia e infância misturados com rotina pesada, compromissos globais e pouca margem para o lazer prolongado. A mesa de bilhar e as máquinas retrô continuam ali, prontas para o próximo “continue?”. Elas aguardam a rara noite em que o humorista e boxeador consegue pausar o mundo lá fora e apertar o botão de start dentro de casa.
