Por dentro da casa sustentável de Dira Paes que encanta os fãs
Casa de Dira Paes no Rio revela luxo sustentável, natureza e cultura paraense em cada detalhe da arquitetura ecológica e agrofloresta urbana.
Quem observa a rotina de Dira Paes percebe que, para a atriz, morar vai muito além de ter um endereço conhecido. Suas casas funcionam quase como extensões de sua biografia: espaços em que natureza, cultura brasileira e sustentabilidade aparecem lado a lado. Na Zona Oeste do Rio de Janeiro, onde vive atualmente, o imóvel escolhido por ela quebra a lógica das mansões fechadas e excessivamente luxuosas e aposta em um modelo mais discreto, aberto e integrado ao verde.
Nesse cenário, a residência deixa de ser apenas um refúgio entre gravações e compromissos profissionais e passa a ser uma espécie de laboratório de um estilo de vida. A organização dos ambientes, o uso de materiais sustentáveis e o quintal produtivo revelam uma relação constante com a terra, a memória afetiva da Amazônia e uma visão de conforto que prioriza bem-estar, clima agradável e simplicidade planejada.

Casa sustentável de Dira Paes na Zona Oeste do Rio de Janeiro
A casa de Dira Paes na Zona Oeste do Rio é um exemplo de como um imóvel pode ser acolhedor e, ao mesmo tempo, comprometido com o meio ambiente. Em vez de grandes volumes de concreto e fachadas imponentes, a construção explora linhas simples, muita vegetação e soluções bioclimáticas. A atriz optou por uma arquitetura que conversa com o clima carioca: telhados e aberturas pensados para favorecer a circulação de ar, áreas sombreadas e integração entre ambientes internos e externos.
Um dos pontos centrais do projeto é o uso de materiais sustentáveis. A madeira de demolição aparece em portas, janelas, decks e móveis, reaproveitando peças antigas com nova função. Já os tijolos ecológicos contribuem para paredes mais respiráveis e um melhor desempenho térmico, ajudando a manter a casa mais fresca. Essas escolhas reduzem o consumo de recursos naturais e, ao mesmo tempo, criam uma estética que mistura rusticidade e acolhimento.
Outro aspecto importante é a aposta na iluminação natural e na ventilação cruzada. Grandes aberturas, claraboias e janelas posicionadas em pontos estratégicos permitem a entrada de luz ao longo do dia, diminuindo a necessidade de lâmpadas acesas. A circulação de ar entre lados opostos da casa ajuda a refrescar os ambientes, reduzindo o uso de aparelhos de ar-condicionado. Com isso, o imóvel consegue manter um consumo energético mais baixo, alinhado a práticas de sustentabilidade urbana.
Quintal, horta e agrofloresta urbana: como é o jardim de Dira Paes?
No quintal, a residência se transforma em um pequeno experimento de agrofloresta urbana. Em vez de um jardim apenas ornamental, Dira Paes mantém uma área que funciona como horta produtiva, com canteiros de hortaliças, temperos e plantas medicinais. A presença de árvores frutíferas e espécies nativas cria um ambiente que lembra quintais amazônicos, com sombra, diversidade vegetal e espaço para pássaros e insetos polinizadores.
Essa proposta de agrofloresta mistura agricultura com floresta em pequena escala. Entre canteiros e espécies frutíferas, o solo é coberto com folhas secas, restos de poda e matéria orgânica, ajudando a manter a umidade e nutrir a terra. O resultado é um ecossistema mais equilibrado, que demanda menos insumos externos e reforça a relação direta da atriz com a jardinagem, o plantio e a colheita de alimentos frescos.
O cuidado com o quintal também se conecta à rotina familiar. O ambiente ao ar livre vira espaço de convivência, de preparo de refeições com ingredientes colhidos ali mesmo e de contato com ciclos naturais. A presença de ervas tradicionais, raízes e frutas típicas brasileiras reforça a valorização da culinária local e da memória alimentar da região Norte, onde Dira cresceu.

Como as casas de Dira Paes refletem sua identidade amazônica?
Nascida no Pará, Dira Paes construiu a carreira nacional sem romper com as referências de sua terra natal. Ao longo dos anos, sua ligação com o estado e com a Amazônia aparece em trabalhos audiovisuais, escolhas de personagens, participações em projetos socioculturais e, de maneira muito concreta, na forma de morar. Em suas casas, essa identidade se revela nos materiais, nas cores, nos objetos artesanais e na abundância de plantas.
No Rio, a decoração mistura peças de artesanato paraense, fibras naturais, cerâmicas regionais e obras de artistas brasileiros que dialogam com a floresta e com os rios. O resultado é um ambiente em que o Norte do país está presente não só como lembrança, mas como parte viva do cotidiano. Esse repertório visual convive com uma arquitetura contemporânea, formando um conjunto que traduz a trajetória de alguém que saiu da Amazônia, mas mantém laços estreitos com a região.
Além da estética, a ligação com o Norte também aparece em iniciativas culturais e ambientais ligadas à Amazônia. Dira Paes participa de ações que abordam preservação, direitos de populações ribeirinhas e indígenas, e valorização da cultura local. Esse engajamento se expressa em sua casa através de escolhas que priorizam menor impacto ambiental, reaproveitamento de materiais e incentivo à produção de alimentos em espaço urbano.
Luxo, bem-estar e sustentabilidade: qual é o verdadeiro conforto para a atriz?
Ao observar a residência da Zona Oeste e outras moradas da atriz, o conceito de luxo ganha contornos diferentes do padrão de ostentação. Em vez de grandes salões, superfícies espelhadas e coleções de objetos caros, o foco está em espaço, luz, ventilação e contato com o verde. Para Dira Paes, o conforto parece estar ligado à sensação de respirar ar fresco, caminhar descalça em um quintal vivo e ter privacidade sem se isolar da natureza.
Esse tipo de luxo se baseia em alguns eixos principais:
- Sustentabilidade: materiais de baixo impacto, eficiência energética, reaproveitamento de recursos.
- Qualidade de vida: áreas abertas, sombra, silêncio relativo, proximidade com o verde.
- Cultura e memória: objetos, sabores e referências que conectam a casa ao Pará e à Amazônia.
- Simplicidade planejada: menos excesso visual e mais funcionalidade, conforto térmico e bem-estar.
Em vez de se apoiar em símbolos tradicionais de status, a atriz escolhe morar de maneira coerente com a imagem construída ao longo da carreira: ligada às raízes amazônicas, à cultura brasileira e a uma visão de futuro que inclui responsabilidade ambiental. Suas residências funcionam, assim, como cenários de um estilo de vida no qual natureza, arte e sustentabilidade caminham juntas.