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Testemunha de salto que acabou em morte de jovem, faz revelação chocante

Uma testemunha do salta da jovem que foi arremessada sem corda de uma ponte, faz revelação após incidente

Testemunha de salto que acabou em morte de jovem, faz revelação chocante
Testemunha de salto que acabou em morte de jovem, faz revelação chocante

Novos relatos sobre a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante uma atividade de rope jump em Limeira, no interior de São Paulo, estão trazendo ainda mais comoção ao caso. Entre as pessoas que estavam no local na manhã do acidente está Higor William Diniz Ferreira, que também participaria da experiência. Em entrevista ao portal g1, ele contou que, por causa de um atraso inesperado, acabou perdendo sua posição na fila e acredita que a tragédia poderia ter acontecido com ele. A declaração chamou atenção pela coincidência envolvendo os horários e pela proximidade que ele teve com a vítima momentos antes da queda fatal.

Segundo o relato de Higor ao g1, ele havia planejado sair de casa por volta das 6h, mas só conseguiu iniciar a viagem cerca de 40 minutos depois. Essa mudança alterou a ordem dos participantes e permitiu que Maria Eduarda realizasse o salto antes dele. Ainda abalado, o morador de Vinhedo descreveu a situação como um verdadeiro acaso do destino. “Foi livramento. Era pra ser eu, porque era pra eu ter saído de casa hoje 6h pra ir pra lá. Porém, acabei me atrasando e saí 6h40. O salto meu, entre eu e essa mulher, era tipo de cinco a dez pessoas. Era o tempo que eu me atrasei. O tempo que ela passou na minha frente”, afirmou. Ele também explicou que conheceu a atividade por meio das redes sociais da empresa responsável, que destacava a experiência da equipe e o histórico sem registros de acidentes. “Foi por rede social, tudo eu vi, fizeram, o professor fez salto lá, falou que tem 4, 5 anos de experiência, trabalha lá, e nunca tinha acontecido nada”, acrescentou.

Participante aponta possível falha da equipe

Além de relatar a coincidência que o tirou da posição onde estaria no momento do acidente, Higor levantou questionamentos sobre os procedimentos adotados pela organização. Segundo ele, os demais participantes passaram por verificações de segurança antes dos saltos, mas algo diferente teria ocorrido no caso de Maria Eduarda. Em seu depoimento ao g1, ele afirmou: “Todos os rapazes verificaram se estava certo, só que o da mulher eles não verificaram. Foram três rapazes e os três ignoraram o fato dela ser lançada daquele jeito”. De acordo com o participante, a jovem escolheu uma modalidade em que o praticante é impulsionado pelos instrutores da plataforma, procedimento que exigiria atenção redobrada da equipe responsável.

As imagens registradas por pessoas presentes no local reforçaram o impacto da tragédia. Os vídeos mostram Maria Eduarda sendo conduzida até a estrutura e, segundos depois, o desespero de quem percebeu que algo estava errado. Higor também relatou ao g1 que familiares da vítima e outros participantes ficaram em estado de choque após a queda. Outro detalhe mencionado por ele envolve a atitude de um dos funcionários, que teria deixado a área antes da chegada das equipes de resgate. “O rapaz, o segundo que tá atrás, que lança, ele coloca a mão na cabeça, levanta, pega as coisas dele e vai embora […] O cara ainda saiu primeiro que a gente. Antes a polícia, bombeiro, ambulância chegarem”, declarou. O caso segue sob investigação, e a ocorrência resultou na condução de seis pessoas à delegacia. Segundo a Polícia Militar, dois suspeitos chegaram a deixar a região após o acidente, mas foram localizados posteriormente com o apoio do helicóptero Águia.

Tom Henrique é formado em jornalismo pela UNIP, tem passagem pelo Entretê e Observatório dos Famosos. Escreve sobre entretenimento, celebridades e TV desde 2018