‘Jornal Nacional’ comete gafe e coloca novela que não era de Benedito Ruy Barbosa em homenagem
Jornal Nacional comete erro durante matéria sobre Benedito Ruy Barbosa

Nesta terça-feira (7), o Jornal Nacional exibiu uma longa reportagem para homenagear Benedito Ruy Barbosa, autor de várias novelas clássicas da TV Globo que faleceu neste dia, aos 95 anos. O falecimento foi por causa de complicações de insuficiência renal crônica (IRC).
Contudo, o principal informativo da platinada cometeu uma gafe. Durante a matéria, Cambalacho, obra das 19h escrita por Silvio de Abreu em 1986, foi colocada como se tivesse sido criada por Benedito. Na sequência, Regina Casé, que protagonizou o folhetim, deu um depoimento.
“Eu acho que o último grande troféu que o Benedito recebeu foi ver a força que o Pantanal ainda tinha depois de tantos anos”, declarou a famosa. Amauri Soares, diretor-executivo dos Estúdios Globo, também deu entrevista para falar de Barbosa.
“As histórias do Benedito não envelhecem porque elas são as histórias da nossa formação como povo. Quando a gente fez o remake de Pantanal, quando a gente fez o remake de Renascer, a gente teve toda uma nova geração de brasileiros se conectando com essas histórias e assistindo junto com gerações de pais e avós que tinham se emocionado antes. É por isso que o Benedito é mágico como autor, porque as histórias dele são para sempre”, apontou o profissional.
O encerramento do #JN em homenagem ao Benedito Ruy Barbosa. pic.twitter.com/C4fMtJ6GhJ
— eplay (@forumeplay) July 8, 2026
NETO DE BENEDITO RUY BARBOSA FALA SOBRE O AVÔ
Bruno Luperi, neto de Benedito, se manifestou sobre a partida do avô. “Parece que a gente estava ensaiando se despedir. Nunca é fácil. Além de neto, sou fã incondicional e admirador. Pude trabalhar com ele e homenageá-lo em vida. Foi um gesto muito bonito da Globo produzir as novas versões de Pantanal e Renascer”, disse o autor ao site da revista Quem.
“Ele pode acompanhar e até brincava sobre o fato de não ter a pressão de refazer o trabalho, apenas assistir. O convite que faço é celebrar o legado que ele deixa. O trabalho dele é eterno. Ele está no panteão dos imortais da TV e da literatura brasileira”, destacou o novelista.
“Hoje, lido com o vazio. Ele sempre teve o hábito de nos contar histórias. Antes de escrever novelas, ele era um contador de histórias. Sempre embarcamos no universo das lendas que ele criou. Hoje é um dia para a gente se emocionar positivamente e recordar a trajetória dele, que foi muito bonita”, finalizou Luperi.
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