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Erraram? Analise mostra se Bruno Guimarães deveria ter batido pênalti no lugar de Vini Jr.

Por que Vini Jr. não bateu o pênalti? Dados colocam decisão de Ancelotti em debate

Erraram Analise mostra se Bruno Guimarães deveria ter batido pênalti no lugar de Vini Jr
Erraram Analise mostra se Bruno Guimarães deveria ter batido pênalti no lugar de Vini Jr

A eliminação da Seleção Brasileira para a Noruega nas oitavas de final da Copa do Mundo continua gerando debates, principalmente por causa do pênalti desperdiçado por Bruno Guimarães ainda no primeiro tempo, quando o placar seguia empatado. A cobrança defendida acabou ganhando ainda mais peso depois da derrota por 2 a 1, com dois gols marcados por Erling Haaland. Após a partida, muitos torcedores passaram a questionar por que Vini Jr. não assumiu a responsabilidade da cobrança. De acordo com um levantamento realizado pelo ge.com, os números da última temporada mostram que o atacante do Real Madrid apresentava um aproveitamento superior ao do volante brasileiro.

Ao explicar a escolha, o técnico Carlo Ancelotti afirmou que a definição dos cobradores foi baseada em dados estatísticos reunidos pela comissão técnica ao longo de um ano. “Fizemos uma estatística de um ano, e escolhemos Bruno Guimarães porque pensamos que era o melhor no campo”, declarou o treinador. Segundo a ordem estabelecida internamente, Neymar, Igor Thiago, Raphinha, Bruno Guimarães e Gabriel Martinelli apareciam à frente na lista. Como os três primeiros já haviam deixado o gramado, a responsabilidade ficou com o jogador do Newcastle. Vini Jr., por sua vez, era apenas o sexto nome da relação e sequer foi citado por Ancelotti durante a entrevista coletiva.

Os números apresentados pelo ge.com

O levantamento do site mostra que Vini Jr. cobrou sete pênaltis ao longo do período analisado, convertendo cinco e desperdiçando dois, o que representa um aproveitamento de aproximadamente 71%. Já Bruno Guimarães teve apenas três cobranças no mesmo intervalo, com dois gols marcados e um erro, alcançando cerca de 66% de aproveitamento. Gabriel Martinelli, que também estava em campo diante da Noruega, converteu sua única cobrança no período, durante a decisão por pênaltis da final da Liga dos Campeões contra o Paris Saint-Germain, terminando com 100% de aproveitamento, embora em uma amostragem muito menor.

As estatísticas reacenderam a discussão sobre os critérios adotados pela comissão técnica e dividiram opiniões entre torcedores e analistas. Embora Carlo Ancelotti tenha sustentado que a decisão foi baseada em um estudo detalhado de desempenho, os números divulgados pelo ge.com alimentaram o argumento de que Vini Jr. poderia ter sido uma alternativa mais segura naquele momento decisivo. Com o Brasil eliminado e o pênalti desperdiçado ganhando ainda mais importância no contexto da partida, a escolha dos cobradores passou a integrar a lista dos principais temas debatidos após a despedida da Seleção da Copa do Mundo.

Tom Henrique é formado em jornalismo pela UNIP, tem passagem pelo Entretê e Observatório dos Famosos. Escreve sobre entretenimento, celebridades e TV desde 2018