Famoso ator morreu durante as gravações de novela
Uma verdadeira tragédia abalou os bastidores da novela após a morte do ator

A morte de Domingos Montagner permanece como um dos episódios mais marcantes da televisão brasileira. Em setembro de 2016, o ator, que vivia o protagonista Santo na novela Velho Chico, morreu aos 54 anos após desaparecer nas águas do rio São Francisco, em Canindé de São Francisco, no estado de Sergipe. O artista havia passado a manhã gravando cenas da novela e, depois do almoço, decidiu entrar no rio para um banho. Segundo comunicado divulgado pela TV Globo, ele mergulhou e não retornou à superfície. A atriz Camila Pitanga, que estava com ele no momento do acidente, acionou imediatamente a equipe de produção, dando início às buscas com o apoio do Grupamento Tático Aéreo, da Polícia Militar, do Corpo de Bombeiros e de pescadores da região.
Dias antes da tragédia, Domingos Montagner havia participado ao vivo do programa Mais Você, apresentado por Ana Maria Braga, onde comentou justamente sobre as gravações realizadas no rio que acabou marcando seus últimos momentos de vida. Na ocasião, o ator contou: “Durante a novela toda, a gente fez várias viagens, captando imagens da região.” O depoimento ganhou um significado ainda mais emocionante após sua morte. A notícia causou enorme comoção entre colegas de profissão, fãs e toda a equipe da novela, que precisou reorganizar os capítulos finais de Velho Chico diante da perda inesperada de seu protagonista.
Uma carreira construída com talento e dedicação
Antes de conquistar espaço na televisão, Domingos Montagner consolidou sua trajetória nos palcos e no universo circense. Em entrevista concedida ao Programa do Jô, em 2012, relembrou o início de sua carreira: “Nos anos 80, essa geração procurava outras formas de linguagem para trazer para o teatro. Quando eu entrei para o circo, eu acabei ficando no circo mesmo. Tomei gosto por desenvolver a arte circense e o palhaço especialmente.” Sua estreia na dramaturgia da TV Globo aconteceu em 2010, na série Força-Tarefa, seguida por produções como A Cura, Divã, Cordel Encantado, O Brado Retumbante, Salve Jorge, Joia Rara e Sete Vidas, trabalhos que consolidaram seu reconhecimento nacional.
Ao longo da carreira, Domingos Montagner também fez questão de demonstrar o amor que tinha pela profissão. Em participação no Mais Você, afirmou: “É um privilégio trabalhar no que a gente gosta. No nosso caso, os artistas, é quase que uma sina. Quando você descobre que o seu caminho de comunicação com a sociedade é a arte, eu acho incrível a gente poder exercer isso!” Em outra entrevista, ao comentar seu papel em O Brado Retumbante, definiu o personagem dizendo: “É um personagem incrível, um sujeito normal que é alçado a essa função.” Quase uma década após sua morte, o legado deixado pelo ator continua vivo por meio de seus personagens, que permanecem na memória do público e ocupam um lugar especial na história da dramaturgia brasileira.
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