A atrizSolange Badim morreu aos 53 anos no início da noite de setembro de 2017, após uma longa batalha contra um câncer em estágio avançado. A artista estava internada desde o dia 8 daquele mês no Hospital Badim, na Tijuca, Zona Norte do Rio de Janeiro, unidade que pertence à sua família. O falecimento ocorreu por volta das 17h30 e foi confirmado pela assessoria do hospital. Na ocasião, os familiares optaram por não conceder entrevistas à imprensa. O velório foi marcado para a manhã do dia seguinte, no Cemitério do Catumbi, também na Zona Norte da capital fluminense, enquanto a cremação aconteceu durante a tarde. A atriz enfrentava a doença havia cerca de sete anos, período em que o câncer evoluiu e se espalhou pelo organismo.
Durante o tratamento, Solange Badim recebeu o carinho de colegas e amigos, que fizeram questão de destacar sua força diante das dificuldades. A coreógrafa Márcia Rubin, amiga da atriz há mais de três décadas, lembrou a forma determinada como ela encarava a doença. “Ela sempre foi muito determinada. Foi muito potente lidando com tudo isso. Vai fazer muita falta. É uma perda gigantesca. Ela era maravilhosa. Toda classe teatral amava ela”, afirmou. Já a produtora Alessandra Reis, parceira de Solange na peça “Lifting, uma Comédia Cirúrgica”, ressaltou o entusiasmo da atriz pelo teatro e sua capacidade de transformar desafios em motivação. “É um momento muito difícil. Ela é uma luz. Foi uma fundamental no nosso processo. É difícil não ter ela presente. (…) Solange era uma mulher muito alegre, muito criativa. (…) Mas é só uma passagem”, declarou.
Uma carreira marcada por teatro e televisão
Embora tenha conquistado popularidade na televisão em produções como “Porto dos Milagres” e “Salve Jorge”, na qual interpretou Delzuíte, mãe da personagem de Bruna Marquezine, Solange Badim construiu uma trajetória especialmente admirada nos palcos. Entre seus trabalhos mais reconhecidos estão “Emilinha & Marlene, as Rainhas do Rádio”, “As Armas e o Homem de Chocolate”, espetáculo que lhe rendeu o Prêmio Cultura Inglesa de Teatro de melhor atriz em 1995, além de “As Bodas de Fígaro”, dirigida por Daniel Herz, atuação que garantiu o 2º Prêmio Cesgranrio de Teatro e o prêmio da Associação dos Produtores de Teatro (APTR) em 2015. Seu último trabalho foi a montagem “A Reunificação das Duas Coreias”, do dramaturgo francês Joël Pommerat, e ela também integrava a produção de “Lifting, uma Comédia Cirúrgica”, ao lado de Ângela Rebello, Drica Moraes e Lorena da Silva.
A despedida também emocionou familiares. Nas redes sociais, o ex-marido da atriz, Sérgio Marimba, pai de Sofia Badim, publicou uma homenagem carregada de emoção. “Venho com muita tristeza e dor notificar a partida da grande atriz Solange Badim, amiga, mãe, parceira e tudo que é de especial que possa existir nesta vida!!!! Siga em paz guerreira, aqui ficamos com uma imensa saudade do seu sorriso e do seu amor. Que Nossa Senhora da Conceição te cubra com seu manto de luz e te ampare na sua nova missão. Te Amo”, escreveu.
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Tom Henrique é formado em jornalismo pela UNIP, tem passagem pelo Entretê e Observatório dos Famosos. Escreve sobre entretenimento, celebridades e TV desde 2018