Maíra Cardi revela complicação estética após quase 20 anos e terá de passar por cirurgia no rosto

Influenciadora conta que precisará remover PMMA da face após surgirem alterações tardias; especialista alerta para os desafios e riscos associados a materiais permanentes

Maíra Cardi (Reprodução Redes Sociais)
Maíra Cardi (Reprodução Redes Sociais)

A influenciadora Maíra Cardi surpreendeu os seguidores ao compartilhar uma situação delicada envolvendo um procedimento estético realizado há quase duas décadas. Segundo ela, será necessário passar por uma cirurgia para remover parte do PMMA (polimetilmetacrilato) aplicado em seu rosto anos atrás, após o surgimento de alterações que passaram a comprometer a aparência e o bem-estar da empresária.

O procedimento havia sido realizado com o objetivo de suavizar olheiras e corrigir marcas faciais. No entanto, após muitos anos sem intercorrências aparentes, Maíra começou a notar mudanças na região tratada, incluindo endurecimento dos tecidos, irregularidades no contorno facial, assimetrias e a formação de nódulos.

De acordo com a médica especialista em estética Dra. Fernanda Nichelle, situações como essa podem ocorrer justamente porque o PMMA é um material permanente, que permanece no organismo indefinidamente após sua aplicação.

“Quando utilizamos um material permanente, ele continua presente nos tecidos ao longo da vida. Em alguns pacientes, podem surgir reações tardias que só aparecem anos depois do procedimento”, explica.

A especialista destaca que uma das principais dificuldades desse tipo de substância é justamente a imprevisibilidade das reações ao longo do tempo. Segundo ela, alguns pacientes convivem por muitos anos sem apresentar qualquer sintoma, enquanto outros desenvolvem complicações apenas décadas depois da aplicação.

“Nem sempre essas manifestações aparecem logo após a aplicação. Existem pacientes que passam anos sem qualquer queixa e só mais tarde começam a perceber alterações. Isso acontece porque cada organismo responde de maneira diferente à presença do material”, afirma.

Entre os problemas que podem surgir estão processos inflamatórios, endurecimento dos tecidos, formação de nódulos, alterações no formato do rosto e mudanças na textura da pele. Por esse motivo, o uso do PMMA em procedimentos estéticos, especialmente faciais, vem sendo cada vez mais questionado por especialistas.

Nos últimos anos, a substância perdeu espaço para produtos absorvíveis, considerados mais seguros por permitirem correções e ajustes ao longo do tempo. Segundo Dra. Fernanda, essa mudança acompanha uma evolução do próprio mercado da estética.

“O PMMA já foi muito mais utilizado no passado. Hoje existem diversas restrições, alertas de entidades médicas e uma preferência crescente por produtos absorvíveis, justamente porque eles permitem ajustes e oferecem maior previsibilidade. Quando falamos de um material permanente, qualquer complicação pode se tornar muito mais difícil de tratar”, ressalta.

Outro ponto importante é que a retirada do produto costuma ser significativamente mais complexa do que sua aplicação. Diferentemente de alguns preenchedores modernos, o PMMA não pode ser dissolvido por medicamentos ou enzimas específicas, o que torna a cirurgia a principal alternativa quando há necessidade de remoção.

“O grande desafio é que o PMMA não pode simplesmente ser dissolvido. Em muitos casos, ele se integra aos tecidos e a retirada exige cirurgia. Dependendo da localização e da quantidade do produto, nem sempre é possível remover completamente o material”, esclarece a médica.

A especialista também chama atenção para os cuidados necessários durante esse tipo de procedimento, especialmente quando a substância está localizada em regiões delicadas da face. Nervos, vasos sanguíneos e músculos responsáveis pelas expressões faciais podem estar próximos ao material, exigindo planejamento minucioso por parte da equipe médica.

“Estamos falando de uma região com nervos, vasos sanguíneos e músculos responsáveis pela expressão facial. Por isso, cada caso precisa ser estudado individualmente para que a abordagem seja a mais segura possível”, afirma.

Para a profissional, o relato de Maíra Cardi serve como alerta sobre a importância de conhecer detalhadamente os produtos utilizados em procedimentos estéticos e compreender seus possíveis efeitos a curto e longo prazo.

“É fundamental perguntar qual produto será utilizado, entender suas características e conhecer os possíveis riscos futuros. Segurança e informação devem caminhar juntas em qualquer tratamento. O resultado estético é importante, mas a saúde do paciente precisa estar sempre em primeiro lugar”, conclui.

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