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Saiba qual é o salário que Romário recebe como Senador; ex-jogador abriu mão durante a Copa

Após polêmica em viagem aos EUA, Romário anuncia que não receberá salário de senador

Saiba qual é o salário que Romário recebe como Senador; ex-jogador abriu mão durante a Copa
Saiba qual é o salário que Romário recebe como Senador; ex-jogador abriu mão durante a Copa

A viagem de Romário aos Estados Unidos para acompanhar a Copa do Mundo acabou gerando repercussão nas redes sociais, mas o senador decidiu responder às críticas com uma medida inédita. Durante participação por videoconferência em uma sessão plenária do Senado, realizada na última terça-feira (30), o ex-jogador anunciou que abriu mão do salário de R$ 46,4 mil e dos benefícios parlamentares enquanto permanecer no exterior. A decisão foi oficializada por meio de um ofício enviado à Presidência da Casa e, segundo o parlamentar, não representa um afastamento do mandato. Mesmo acompanhando os jogos do Mundial, Romário afirmou que continua participando das votações e das sessões legislativas de forma remota, utilizando o sistema semipresencial adotado pelo Senado.

Em vídeo divulgado após a sessão, o senador explicou que a iniciativa partiu exclusivamente dele e que qualquer quantia eventualmente depositada será devolvida aos cofres públicos. “Voluntariamente, abri mão do meu salário por todo o período em que estarei acompanhando a Copa. Não receberei salário desde o primeiro dia da Copa. O que for pago será devolvido aos cofres públicos”, declarou. No documento encaminhado ao Senado, Romário também autorizou que, caso haja algum pagamento por questões operacionais, o valor seja descontado integralmente dos vencimentos futuros. A medida abrange todo o período da competição, entre 11 de junho e 19 de julho, sem alterar sua atuação como representante do Rio de Janeiro no Congresso Nacional.

Senador explica decisão e reforça atuação no mandato

Ao justificar por que não solicitou licença do cargo, Romário afirmou que sua prioridade continua sendo o exercício do mandato parlamentar. Segundo ele, um afastamento impediria sua participação nas votações remotas e deixaria o estado sem representação em debates considerados relevantes. “Optei por não tirar licença porque queria continuar participando das atividades legislativas. Se eu tivesse me licenciado, não poderia votar remotamente e o Rio de Janeiro deixaria de estar representado em matérias importantes, como o fim da escala 6×1. Desde o início da Copa, eu estive presente em todas as sessões. Hoje a tecnologia permite participar das sessões semipresenciais de qualquer lugar do mundo. Nesse sistema adotado pelo Senado e disponível para todos os senadores, o importante não é onde o parlamentar está, mas se está cumprindo o dever de representar quem o elegeu”, afirmou. Em seguida, reforçou: “Decidi não receber o salário de senador durante esse período. Foi uma escolha minha. Continuarei trabalhando normalmente e acompanhando as votações. Se algum valor for pago por questão operacional, será integralmente devolvido aos cofres públicos. Meu compromisso com o povo do Rio de Janeiro e com o mandato continua exatamente o mesmo”.

Durante a mesma sessão, Romário voltou a defender seu posicionamento favorável à proposta que prevê o fim da escala de trabalho 6×1. O senador aproveitou o pronunciamento para responder às críticas recebidas nas redes sociais e reafirmar seu compromisso com a pauta. “Teve gente querendo criar confusão sobre o meu posicionamento, então vou dizer, mais uma vez: eu votarei pelo fim da escala seis por um. Assumi esse compromisso porque acredito que o trabalhador brasileiro merece uma jornada mais humana, com mais tempo para a família, para o descanso e para ter mais qualidade de vida. Cada voto conta. Por isso, fiz questão de permanecer no exercício do mandato e garantir a minha participação nas discussões e na votação da proposta”, declarou. Ao final da sessão, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, elogiou a postura do parlamentar e lamentou os ataques sofridos por ele na internet, afirmando que esse tipo de comportamento tem prejudicado o trabalho dos representantes públicos.

 

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Tom Henrique é formado em jornalismo pela UNIP, tem passagem pelo Entretê e Observatório dos Famosos. Escreve sobre entretenimento, celebridades e TV desde 2018