Fernanda Comora, apresentadora da Record, fala sobre sororidade e união feminina; reflexão gera debate sobre luta das mulheres
Publicado em 25/03/2025, às 15h01
No mês dedicado às mulheres, Fernanda Comora abre o coração sobre temas essenciais para a luta feminina: violência doméstica, sororidade e as cobranças diárias que muitas vezes vêm das próprias mulheres. Em um momento de reflexão, ela compartilha sua visão sobre como a união entre mulheres pode ser um caminho para enfrentar os desafios e transformar realidades.
Recentemente, em um episódio do Dicas da Fer, Fernanda trouxe uma questão importante: as cobranças que as mulheres enfrentam a todo momento. “As mulheres são constantemente cobradas em diversos aspectos da vida – no trabalho, nas relações e até na aparência. E muitas vezes, essas cobranças vêm de outras mulheres. Isso cria uma pressão que precisamos quebrar”, afirma Fernanda. Para ela, é necessário repensar esse comportamento, pois, ao invés de se apoiarem, as mulheres muitas vezes acabam se tornando adversárias, o que só enfraquece a luta coletiva.
Fernanda também aborda a violência doméstica, lembrando que esse é um problema sério e silencioso que afeta milhões de mulheres no Brasil e no mundo. “A violência doméstica não é só física. Ela é emocional e psicológica, e muitas mulheres se sentem presas e sem saída. Precisamos falar sobre isso, trazer essas histórias para que a sociedade enxergue e aplauda a coragem dessas mulheres”, explica ela.
A sororidade, a união entre as mulheres, é um tema essencial para Fernanda. Ela acredita que é através dessa solidariedade que as mulheres podem, de fato, avançar em suas conquistas e enfrentar os desafios. “A sororidade é nossa força. Quando nos unimos, conseguimos conquistar muito mais. Mulheres se apoiando é o que transforma realidades. Precisamos estar juntas, porque juntas somos mais fortes”, reforça Fernanda.
Para ela, a sororidade vai além de gestos superficiais, é sobre ações concretas e reais, como apoiar as mulheres em situações difíceis e lutar pela igualdade de direitos. “Não podemos mais esperar que outros façam por nós. A mudança precisa vir de dentro, de cada uma de nós. Temos que criar uma rede de apoio real, onde ninguém se sinta sozinha”, diz ela.
A apresentadora também destaca a necessidade urgente de políticas públicas mais eficazes no combate à violência contra a mulher e a promoção de programas de conscientização. “As mulheres precisam de ações concretas. Não podemos ficar apenas nas palavras. Precisamos de um sistema que as proteja, que as faça sentir seguras para denunciar e buscar ajuda”, afirma.
Com seu papel de influenciadora e comunicadora, Fernanda tem buscado dar visibilidade a essas causas, aproveitando sua plataforma para inspirar outras mulheres a se unirem e a lutar pelos seus direitos. “Quando falamos mais, entendemos mais e agimos mais. A mudança começa em nós, e é pela união que vamos transformar a realidade de tantas mulheres que ainda enfrentam a violência, o preconceito e a opressão”, finaliza.
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