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Novelas / ENTREVISTA

David Junior abre o jogo sobre estreia no humor: 'Não é fácil você entrar na casa dos outros para fazê-los rir'

Em entrevista à Contigo! Novelas, David Junior revelou mais detalhes de seu primeiro papel humorístico como Sirley em Mania de Você, na Globo

Júlia Wasko
por Júlia Wasko
jwasko@perfilbr.com.br

Publicado em 01/04/2025, às 14h30

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David Juniro revelou mais detalhes de seu papel como Sirley em Mania de Você - Foto: Jorge Bispo
David Juniro revelou mais detalhes de seu papel como Sirley em Mania de Você - Foto: Jorge Bispo

Faltando pouco menos de um mês para se despedir de Mania de Você, David Junior celebra oportunidades que teve na novela da TV Globo. Na pele do Sirley, o ator se joga na comédia pela primeira vez e garante, em entrevista à Contigo! Novelas, não passar pano para as coisas que o personagem fez.

Você passa pano para as coisas que o Sirley fez?

"Jamais. Sirley é 171 nato e ele é a imagem de muita gente. Mas eu curto muito fazer, porque o Sirley me deu de presente a possibilidade de fazer comédia pela primeira vez. Eu nunca tinha me arriscado nesse lugar, nunca tinha recebido a oportunidade de fazer por comédia. E entrar no universo periférico, suburbano, escrachado, com várias gírias, com vários provérbios... Eu adoro essas coisas. Eu fiz um dicionário de provérbios, dicionário de gírias para o Sirley. Toda hora uso coisas diferentes, dou nome de pessoas que conheci na minha infância e que fizeram parte da minha vida.E estou indo sem julgamento. Ele me deu a liberdade para arriscar muita coisa e me divirto muito com minhas parceiras".

Você estava querendo um papel assim?
"Sirley é um personagem leve e eu estava precisando disso, porque vim de um personagem bem denso em Dona Beja. Antes de fazer Dona Beja, eu tinha conversado com a galera e tinha falado que queria um personagem leve, eles falaram do Antônio e do personagem do Dedé [André Luiz Miranda], eu pedi o do Dedé, que era leve, mas falaram que eu era a cara do Antônio".

O personagem mais leve veio em Mania de Você!

"Caiu no meu colo, de presente, o Sirley. Ele é subversivo mesmo, é esse cara mau-caráter, que também é um sobrevivente. Dentro da ‘maucaretice’ dele, ele acredita muito que o que ele está fazendo é o certo. É o conceito de certo dele. Então, eu, David Junior, CPF, não passo pano para ele, mas também não julgo. E o não julgar é o que me fez entrar nesse personagem de cabeça e entendendo que esse é o caminho para ele".

Leva alguma coisa do David para o personagem?
"Eu tenho uma frase que costumo dizer que é ‘Eu saio de casa para voltar para casa’ e o cara que eu construo dentro de casa também tem reflexo no meu profissional. O Sirley é um cara que está muito próximo de mim por conta da minha vivência com os meus amigos, por conta de quem eu fui no passado, por conta dos homens que eu cresci vendo no meu dia a dia. Mas também tem a humanidade que eu gosto de dar para os meus personagens, com o que eu me tornei como pessoa. Aprender a amar uma pessoa reflete muito em como eu deposito os meus afetos dramaturgicamente. Então, tudo isso tem um reflexo".

Como tem sido fazer comédia? Difícil?
"É um jogo gostoso. Comédia é difícil porque não é fácil você entrar na casa dos outros para fazê-los rir. Mas acho que essa é uma função que a gente tem que ter também como artista, levar um entretenimento que seja leve para o público. A galera que sai do trabalho, pega 12 horas de trampo, pega buzão lotado, fica uma, duas horas no trânsito, chega em casa, toma um banho, senta, liga a televisão para relaxar, para desopilar a mente. Então, em algum lugar, isso traz um uma injeção de dopamina e alivia o estresse do dia a dia. E aí é um cuidado também que eu tenho de saber ouvir o outro com esse registro da comédia. A Thalita [Carauta] joga fácil nesse lugar. A Mari [Ximenes] também, a própria, Eliane [Giardini]. É uma galera que já tem uma casca nesse sentido e que só me ensina. Às vezes eu passo a cena inteira como espectador, fico só assistindo, curtindo. E aí essa cena acontece por causa disso, porque estou ali curtindo. Às vezes, eu arrisco um monte de coisa, chuto tudo para o alto e funciona. É um personagem que chegou de mansinho e foi ocupando um espaço na dramaturgia, por conta disso, da leveza, da simplicidade".

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