Em entrevista à Contigo! Novelas, Erika Januza revela mais detalhes de preparação para desfilar como rainha de bateria da Unidos do Viradouro
Rainha de bateria da Viradouro, a atriz Erika Januza apresenta o programa Rainhas Além da Avenida, no GNT, que acompanha a trajetória das musas da maior festa cultural do Brasil: o Carnaval. A mineira revela detalhes da atração e o desejo de apresentar outros projetos em entrevista à Contigo! Novelas.
Como surgiu a ideia do Rainhas Além da Avenida?
"A ideia veio porque eu e o Vitor Carper [stylist e criador do programa com ela], nesses meus anos como rainha, cada ano a gente vem pensando em como eu poderia sair da casinha, sendo uma rainha de bateria mineira, que respeita muito o Carnaval. Como eu poderia mostrar o quanto o Carnaval é importante para mim e deixar um legado diferente. Cada ano a gente inventou uma coisa e uma dessas invenções era como poderíamos inserir as outras rainhas e valorizar essas mulheres. Porque passando tantos perrengues, vivendo tantas coisas nessa minha experiência como rainha de bateria da Viradouro, fui aprendendo muito. Eu tinha curiosidade de entender se elas passavam pelas mesmas coisas, se os comentários que me magoam também as magoam. Eu não queria ser protagonista, queria ser uma observadora, mesmo sendo rainha também, mas que pudesse olhar como uma pessoa que sempre olhou o Carnaval de casa. Queria mostrar que elas estão ali, fantasiadas, brilhando, mas quando a bateria para e a luz apaga, elas têm uma casa para cuidar, família, trabalho, são mulheres que ficam doentes, que tem problemas, que sofrem com os comentários maldosos, são mulheres como eu e você. Então a ideia era aproximar o público dessas mulheres, mostrar que elas merecem respeito e vivem outras coisas também".
Foi um desafio mostrar a realidade por trás de todo o glamour que traz esse posto?
"Eu tenho na minha cabeça o que é esse lugar do pé doendo, da sandália arrebentada, tudo isso parece bobagem, mas para uma mulher que está o tempo todo sofrendo pressão e quer entregar o seu melhor, e quando chega em casa e vai à internet só tem críticas sobre o corpo dela, sobre a roupa, sobre o jeito que ela dança é complicado. Se a pessoa não tiver uma mente forte, ela pira. Se ela for entrar na onda de tudo que a internet mostra, ela pira. Então como mostrar para as pessoas que essas mulheres que estão falando que está gorda, que está isso, que está aquilo, está lá passando mal e foi para o ensaio mesmo assim, que está lá aprendendo a fazer tal coisa para poder ficar melhor para se apresentar. São mulheres que estão tentando se superar. O grande desafio é fazer com que as pessoas assistam e entendam esse outro lado. E até as próprias rainhas de se desmontarem, de terem coragem de colocar a cara lavada no programa. A gente não está fazendo uma disputa de nada, a gente está falando sobre vida. Cada rainha que eu vi chegando sem maquiagem, eu ficava numa alegria, porque essa era a mulher real que eu queria que todos vissem".
Como conseguiu conciliar as gravações com sua preparação para desfilar na Viradouro?
"Estou exausta, mas muito feliz de estar conseguindo concluir todas as coisas ao mesmo tempo e ainda não faltar aos meus ensaios da Viradouro. Pra mim a melhor preparação para o Carnaval não é ir para a academia malhar, porque já falei que eu nunca vou ser rainha gostosa do Carnaval, nem é minha meta. Eu não vou ser a que samba melhor, porque não é sobre isso, mas vou ser a que está entregue, vou ser a que respeita, vou ser a que está junto, a que não falta. Quando falto eu me martirizo. Eu cheguei de São Paulo anteontem, vim passando mal dentro do carro, aí o Júnior [José Júnior, produtor e noivo dela] falou: ‘Não vai para o ensaio, você está passando mal, você grava muito cedo com a Sabrina [Sato] amanhã’. Concordei. Corta para o cara colocando no GPS o endereço da quadra e eu indo, porque sabia que dava tempo de chegar para o ensaio. No final das contas, fiquei o ensaio todo e para mim é como se recarregasse minha energia. Então para mim a melhor preparação é estar junto com a escola, é estar junto com a bateria, porque quando eles chegarem naquele tempo de bateria, do tempo de desfile, eu estou junto. Então se tiver que malhar ou ir para o ensaio, eu não vou malhar e vou para o ensaio".
Como foi apresentar? Vai explorar mais esse lado?
"Eu adorei! Eu já tinha tido essa experiência antes, no Criança Esperança, e num outro projeto também da Globo. Eu adorei e estou sempre perturbando lá: ‘Gente, quero apresentar, eu gosto!’ Nem sei se me considero muito apresentadora nesse lugar, porque vejo o programa mais como um bate-papo com essas mulheres. Inclusive, quem ficava mais nervosa na hora, eu falava que não estava ali para entrevistá-la, que era uma conversa e que por acaso seria filmada. Eu tentava colocá-las nesse lugar, de tranquilizar, até para não estarem armadas, montadas para uma entrevista. Espero fazer muito mais isso, porque sempre gostei. Eu queria a oportunidade, não tinha tido de fato, então fiquei muito feliz de poder colocar esse bloco na rua e para falar de um tema que eu gosto e respeito muito".
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