Trama da Globo que entrou para o catálogo do Globoplay nesta semana foi desenvolvida em apenas 45 dias como parte de projeto inédito da emissora
Bárbara Aguiar, sob a supervisão de Arthur Pazin Publicado em 31/01/2025, às 07h30
Em janeiro de 2000, a Globo lançou Esplendor, novela que marcou a estreia de Ana Maria Moretzsohn como autora solo na emissora. O folhetim, que inaugurou um projeto inédito de férias, entrou no catálogo do Globoplay na segunda-feira, 27. Relembre a primeira obra desse projeto, resgatada pela plataforma de streaming.
Desenvolvida em tempo recorde, Esplendor teve sua produção acelerada para estrear em janeiro, com um cronograma que envolvia uma equipe enxuta e um custo reduzido. De acordo com o diretor Daniel Filho, a novela foi criada em apenas 45 dias, desde a aprovação da sinopse até a estreia — um grande feito, considerando as limitações de tempo e as festas de fim de ano, que atrasam a produção.
A novela, como lembra o jornalista Nilson Xavier, do Teledramaturgia, foi idealizada para dar início ao que ficou conhecido como Projeto de Verão: uma tentativa da Globo de produzir novelas mais curtas, com orçamentos reduzidos, para exibição durante as férias.
O projeto inovador não durou muito, já que a popularidade da novela, que inicialmente estava programada para ter 80 capítulos, fez a trama ser estendida para 125, dando fim à ideia de uma produção mais curta. Esplendor foi, portanto, a primeira e última obra de férias da Globo.
O elenco de Esplendor trouxe grandes nomes da TV brasileira, com alguns atores tendo de se adaptar rapidamente aos papéis. O jornalista Xavier destaca Letícia Spiller, que havia interpretado a vilã Maria Regina em Suave Veneno e teve de se reinventar como Flávia Cristina, a doce e bondosa protagonista.
Caio Blat também teve uma mudança radical de personagem. Depois de viver o bom moço Thiago em Andando nas Nuvens, emendou seu trabalho na novela das seis, interpretando o vilão Bruno em Esplendor, um personagem com características opostas ao anterior.
Além desses nomes, o Teledramaturgia relembra outras atuações memoráveis, como a de Cássia Kiss, que deu vida à sensível Adelaide, e de Floriano Peixoto, que se transformou em Frederico Berger, um homem sombrio e autoritário com fortes inspirações na Fera do conto clássico A Bela e a Fera.
A novela também foi uma vitrine para novos talentos como os jovens Max Fercondini, Juliana Knust e Thiago de Los Reyes, que tinha apenas 10 anos na época. Para dar vida aos seus papéis, atores como Max, Letícia Spiller e Thaís Fersoza (Érica) chegaram a passar por aulas de equitação e piano.
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