Antes de falecer aos 84 anos, o cineasta Cacá Diegues enfrentava a perda precoce de sua filha, Flora Diegues, vítima de câncer no cérebro
Publicado em 14/02/2025, às 09h40
O cineasta Cacá Diegues, que faleceu nesta sexta-feira (14) aos 84 anos, sempre descreveu a perda da filha, a atriz Flora Diegues, como a maior dor de sua vida. Flora morreu em 2019, aos 34 anos, após uma batalha de quatro anos contra um câncer no cérebro.
Em uma entrevista concedida à revista Veja em 2024, Cacá relembrou o impacto devastador da morte da filha e como isso o afetou profundamente.
"Passei quase uma década afastado de tudo. Ela ficou doente em 2015 e enfrentou uma batalha de quatro anos contra a doença. Quando Flora morreu, foi um sofrimento que não dá para medir. Perdi o gosto pelas coisas, inclusive o interesse pelo cinema."
O cineasta revelou que, durante o tratamento de Flora, pausou sua carreira para acompanhá-la. Após sua morte, ele viveu um período de reclusão e tristeza intensa. "Foram tempos duríssimos, que coincidiram com a morte da minha filha. Isso me deixou muito abalado, deprimido, me tirou do ar."
Mesmo diante da dor, Cacá Diegues nunca cogitou abandonar o cinema, sua grande paixão. "Tive momentos de profunda decepção, de reflexão sobre o país e de pessimismo. Mas abandonar a carreira, não. Não sei fazer outra coisa."
Diretor de clássicos como Xica da Silva (1976), Bye Bye Brasil (1979) e Deus É Brasileiro (2003), Cacá Diegues ocupava desde 2018 a cadeira 7 da Academia Brasileira de Letras (ABL), consolidando seu legado como um dos maiores cineastas do Brasil.
A perda de Flora Diegues foi um dos momentos mais difíceis de sua trajetória, mas o cineasta seguiu contando sua história por meio do cinema, deixando um legado marcante para a cultura brasileira.
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