Famosos não conseguem vender apartamentos e casas; Anitta, Claudia Raia e muito mais sofrem com imóveis parados há anos
Claudia Raia, Luciana Gimenez e Anitta são alguns dos nomes de famosos que não conseguem vender seus imóveis. A apresentadora do SuperPop (RedeTV), por exemplo, está há sete anos tentando vender uma cobertura triplex de 2.000 metros quadrados localizada no bairro Cidade Jardim, em São Paulo, por R$ 70 milhões. A casa que Hebe Camargo morou em seus últimos anos de vida também se encontra completamente "encalhada". O imóvel tem 7 mil metros quadrados, custa R$ 30 milhões e também é localizado em Cidade Jardim. A casa da mãe foi definida como "um elefante branco" pelo filho da apresentadora, Marcello Camargo.
Segundo o advogado especialista em direito imobiliário Thiago Hora, um dos motivos principais para o imóvel despertar desinteresse são problemas judiciais: "A velocidade com que qualquer imóvel é vendido depende de uma combinação de fatores jurídicos, comerciais e estratégicos. Por exemplo, imóveis com documentação regularizada, como escritura, matrícula atualizada e ausência de dívidas ou litígios, transmitem segurança ao comprador e facilitam financiamentos bancários. Por outro lado, imóveis com pendências legais ou burocráticas tendem a afastar interessados, travando o processo de venda".
O alto preço também pode afastar compradores: "Um preço alinhado ao mercado, aliado a boas condições de conservação, limpeza, iluminação e manutenção, torna o imóvel mais atrativo. Imóveis superavaliados ou mal cuidados geram desinteresse imediato. A localização também pesa muito: bairros valorizados, seguros e com boa infraestrutura tendem a ter alta demanda, enquanto regiões degradadas ou de difícil acesso dificultam a venda".
Por fim, Hora explicou que muitas vezes a estratégia de venda não é adequada: "Um imóvel bem divulgado, com fotos de qualidade, texto atrativo e atuação de um corretor experiente, alcança mais potenciais compradores. Proprietários dispostos a negociar valores, prazos e condições de pagamento aumentam as chances de fechar negócio. Já imóveis mal anunciados ou com donos inflexíveis acabam ficando “encalhados”, mesmo que tenham bom potencial".
De acordo com advogada Léa Saab Faggion, os imóveis mais suscetíveis a ficarem "encalhados" são justamente aqueles mais chiques. "São imóveis grandes e muito luxuosos, feitos especialmente sob o gosto do proprietário em local afastado, de difícil acesso, com características únicas e que para serem interessantes aos novos proprietários, precisam de uma reforma considerável Isso se superado o problema da localização e preço justo", explicou a também gerente de vendas da OMA, empresa que atua há 50 anos atua na administração condominial.
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