Aniversariante do dia, Romário decidiu seguir carreira política após se aposentar com uma trajetória repleta de conquistas no futebol brasileiro
Publicado em 29/01/2025, às 13h11
Nesta quarta-feira, 29 de janeiro, o ex-jogador de futebol e atual senador Romáriocompleta 59 anos. Dona de uma carreira marcada por conquistas no futebol, o antigo ícone da Seleção Brasileira escolheu seguir na política após a aposentadoria e hoje acumula uma série de polêmicas no meio. Relembre a trajetória de Romário no esporte e seu início em cargos públicos.
Com uma carreira de 24 anos, o ex-jogador de futebol é um dos nomes mais reverenciados da história do esporte. Romário se destacou como atacante pela combinação de técnica, instinto para gols e velocidade no campo, características que, junto à sua estatura baixa — o ex-jogador tem 1,67 m —, criaram um dos atletas mais marcantes do futebol brasileiro.
Seu início foi no Estrelinha, equipe fundada por seu pai, e logo se transferiu para o Olaria. Ali, Romário já demonstrava seu talento, conquistando a artilharia do Campeonato Carioca Juvenil de 1979. Esse foi apenas o primeiro passo de uma carreira de sucesso que o levou ao Vasco, PSV (Philips Sport Vereniging), Barcelona, Flamengo e outros grandes clubes.
No Barcelona, Romário se consagrou como uma das maiores estrelas do futebol, conquistando a artilharia do Campeonato Espanhol e, no auge de sua carreira, a Copa do Mundo de 1994, onde se tornou uma referência para os torcedores brasileiros.
Após a carreira no exterior, o jogador retornou ao Brasil e continuou a manter feitos, como a conquista do Campeonato Carioca com o Flamengo e o Vasco, além de ser o artilheiro de campeonatos como o Brasileiro e a Copa Mercosul. Em seus últimos anos no esporte, Romário conseguiu superar a marca de mil gols, deixando seu legado.
Após sua aposentadoria, o jogador se lançou na carreira política. Em 2010, estreou como deputado federal pelo PSB (Partido Socialista Brasileiro), sendo eleito com uma expressiva votação e, já em 2014, alcançou o cargo de senador, que ocupa até hoje, depois de uma tentativa fracassada de se tornar governador do Rio de Janeiro e se lançar novamente ao atual cargo em 2022, quando se reelegeu pelo PL (Partido Liberal).
A aproximação com o bolsonarismo em 2021 rendeu severas críticas ao político, que afirmou, em meio à pandemia e à crise sanitária que se instalou no Brasil, que preferia o então presidente Jair Bolsonaro a Lula.
Depois de se filiar ao partido de extrema-direita, o ex-atleta também se tornou alvo de seus colegas políticos ao votar contra a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que limitava decisões dos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) e era amplamente apoiada pelos membros do PL — Romário foi o único filiado ao PL, mesmo partido do ex-presidente, a votar contra a proposta e chegou a ser chamado de traíra.
Em maio do ano passado, o senador se tornou alvo de investigação após um suposto envolvimento em esquema de desvio de dinheiro de projetos de esportes da Prefeitura do Rio de Janeiro. O político desmentiu as acusações, destacando que o STJ (Superior Tribunal de Justiça) anulou a denúncia pela falta de credibilidade do delator.
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