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Críticas / VICE-LIDERANÇA

A Praça É Nossa dribla o tempo e segue firme sem perder a segunda colocação em 2024; o que está por trás desse sucesso?

Comandado por Carlos Alberto de Nóbrega, o humorístico A Praça É Nossa continua mantendo boa audiência no SBT sem perder a essência

Thaíse Ramos
por Thaíse Ramos

Publicado em 23/03/2024, às 14h30

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Carlos Alberto de Nóbrega comanda o humorístico desde 1987 - Reprodução/SBT
Carlos Alberto de Nóbrega comanda o humorístico desde 1987 - Reprodução/SBT

Depois do baque de perder os seus dois principais humoristas – Maurício Manfrini, intérprete de Paulinho Gogó, em 2020; e Matheus Ceará, em fevereiro deste ano – o programa A Praça É Nossa, apresentado por Carlos Alberto de Nóbrega, no SBT, tem conseguido manter boa audiência.

Na última quinta-feira, 21, por exemplo, o humorístico garantiu a vice-liderança para a emissora de Silvio Santos e seguiu imbatível na briga com a Record em São Paulo. E assim, a atração segue sem perder a segunda colocação em 2024.

No horário em que foi ao ar, das 23h04 à 00h33, A Praça É Nossa marcou 5 pontos de média, 6 pontos de pico e 12% de share (número de televisores ligados), contra 3 pontos da Record. Na mesma faixa horária, a emissora de Edir Macedo exibia um programa jornalístico e uma série.

E como Carlos Alberto de Nóbrega, que está à frente do programa desde 1987 – antes, era comandado pelo pai, Manoel de Nóbrega (1913-1976), entre os anos de 1957 e 1976, quando ainda se chamava A Praça da Alegria, exibida na extinta TV Paulista (que depois viria a ser a TV Globo) – ainda consegue manter o humorístico atraente para o público de todas as faixas etárias e classes sociais?

Acredito que a resposta está justamente na diversificação em seu humor, que vem das dezenas de personagens que já sentaram naquele tradicional banquinho da Praça, graças aos seus brilhantes intérpretes. Além disso, da simplicidade de Carlos Alberto de Nóbrega e o talento para ser o “escada” dos artistas, com o apoio de seu braço direito, o filho Marcelo de Nóbrega, diretor da atração. Com seu sorriso frouxo e cativante, faz qualquer um cair na gargalhada junto com ele; até mesmo após ouvir aquela piada que não teve tanta graça assim. Mas com a reação do apresentador, se torna uma pérola.

Uma nova roupagem, mas sem deixar a verdadeira essência da Praça É Nossa de lado, também contribui bastante para manter a audiência do programa. E ela vem com o reforço de novos quadros, sendo um deles Elvira Liza, que traz a humorista Bibi Graça no papel de uma podcaster cheia de autoestima, que chega acompanhada de Bob Robert, seu secretário e “faz tudo”. Com perguntas ousadas e uma edição polêmica de seus posts, ela justifica que “o importante é viralizar”.

E Vizinhos, interpretado por Renata Brás e Tuca Graça, nos papéis de Elaide e Nicanor. A dupla chega em busca de um síndico que possa resolver os desentendimentos que um tem com o outro e, de modo divertido, relatam seus problemas ao apresentador.

E não podemos deixar de destacar que, como em todos esses anos, o programa ainda ficou mais conhecido por receber personalidades em seus quadros. O Rei Pelé já sentou no banco, como também o ex-craque Zico, os medalhistas de ouro do vôlei Maurício, Tande e Giovane, os cantores Fábio Jr. e Leonardo e os apresentadores Celso Portiolli e Eliana. Em 2024, a nossa querida Praça recebeu mais convidados de peso. Entre eles, Cleber Machado, Christina Rocha, Marcão Do Povo e Kleber Bambam.

A Praça É Nossa sobrevive muito bem ao tempo. Sobrevive e vive este tempo que, muitas vezes, pode ser bastante cruel no mundo artístico, provocando reviravoltas, tropeços e transformações. São anos e anos no ar, mantendo a alegria, a inteligência e descobrindo/redescobrindo talentos, que divertem quem está do outro lado da tela. Levam alegria até aqueles quem possam estar enfrentando sérias dificuldades na vida e que encontram um momentinho de paz, deixando escapar risos no rosto mais abatido. E por que não gargalhadas?